Resumo: Neste artigo pretendemos mostrar a transmutação
da informação a partir da sua criação na mente
do autor e a sua posterior edição como uma inscrição
de informação. Consideramos que existe nesta passagem, a
formação de uma nova natureza da coisa, que se desenha por
meio de mutações. A linguagem de criação mental
difere da linguagem em que a informação é editada
em sua base física. Após a elaboração mental
da narrativa idealizada pelo autor, a informação é
colocada em um código lingüístico, quando se elabora
uma nova linguagem de edição, com características
morfológicas, sintáticas e semânticas típicas
e possivelmente generalizáveis.
Se demonstrada a consistência das afirmativas acima
colocadas teríamos três aplicações importantes
a) construção de um modelo de gerenciamento para estoques
de informação, que permitiria sua partição
em diferentes zonas de qualidade, intensa por uma contextualização
fundamentada na relevância e no viés dos documentos; b) desenvolvimento
de uma frente de pesquisa, conhecimento e desenvolvimento em ferramentas
de análise do texto, permitindo melhorar a construção
de agentes automatizados de busca para conteúdos nacionais;
c) desenvolvimento de agentes inteligentes para utilização
em ambientes de decisão estratégica para a área de
informação; d) construção de um arcabouço
teórico e conceitual que explique, situe e integre estas novas condições
da tecnologia da informação, no conjunto de teorias e praticas
da área de ciência da informação.
Palavras chave: criação da informação;
contexto da informação; gerenciamento da informação;
agentes inteligentes; análise textual; ciência da informação
Abstract: In this article we intended to show the
transmutation of the information starting from its formation in the author's
mind and subsequent edition as codified information. We considered that
exists in this passage, the formation of a new nature of the information,
which is drawn through mutations. The language of mental creation differs
of the language in that the information is edited in its physical base.
After the mental elaboration of the narrative idealized in the author's
mind, the information is placed in a linguistic code, when a new edition
language is elaborated, with characteristics morphologic, syntactic and
semantics, that may be typical and possibly you generalized. The above
affirmatives would have three important applications: a) the construction
of an model for administration of stocks of information, that would allow
its partition in different quality zones, intense zones of context where
relevance and distinctiveness are considered; b) development of a research
front, with knowledge and development tools of analysis for
texts, allowing to improve the construction of automated agents' of search
for Portuguese contents; c) intelligent agents' development for use in
atmospheres of strategic decision for the information manager; d) construction
of a theoretical and conceptual outline to explain, and properly
place these new conditions of the technology of the information,
in the group of theories and practice of the area of science of the information.
Keywords: information creation; information context;
information management; intelligent agents; textual analysis; information
science
No estudo da informação
como precursora de uma intenção de conhecimento no indivíduo
e na sua realidade podemos nos deparar com um acontecimento significativo,
que é a analise da estrutura de informação,
enquanto sua base de inscrições significantes de informação
e seus fluxos internos e externos.
A estrutura de informação é
aqui considerada como qualquer inscrição de informação
em uma base física que a aceita; a estrutura é então
pensada como sendo um conjunto de elementos que formam um todo ordenado
e com princípios lógicos. Assim, trabalhamos com o pressuposto
de que, uma estrutura de informação textual, um texto de
informação, possui características de linguagem que
admitem uma análise morfológica, e que esta permite extrair
indicações para decisões estratégicas de sua
gestão com intenções de conhecimento.
O FLUXO INTERNO E OS FLUXOS EXTREMOS DA INFORMAÇÃO
Consideramos que os fluxos de informação
se movem em dois níveis: em um primeiro nível os fluxos internos
de informação se movimentam entre os elementos de um
sistema, que se oriente para sua organização e controle,
seriam os fluxos internos ou de primeiro nível; este fluxo,
já foi bastante estudado e relatado; possui uma racionalidade técnica
e produtivista como premissa. Está relacionado as funções
de armazenamento e recuperação da informação
de um determinado estoque. Com isso indicamos que, para esta sucessão
de eventos, existe um esboço técnico sedimentado, que já
foi apropriado há mais de cinqüenta anos, mudando só
por algumas adaptações ao transformar da tecnologia. A premissa
racional é também produtivista, pois tem como condição
de eficiência: pretender maximizar o uso dos espaços de armazenagem
para minimizar seus custos. A estes espaços de armazenamento chamamos
de estoques de informação, um elo indispensável
ao processo de geração de conhecimento usando a informação
estocada, mas que por si só nunca são responsáveis
pela ação de conhecimento em si. O fluxo interno se agrega
por uma premissa de razão pratica, em um campo de ação
que permite decisões e um agir baseado em princípios.
É o mundo do gerenciamento e controle da informação.
Os fluxos de informação de segundo nível são aqueles que acontecem nas extremidades do fluxo interno, de seleção, armazenamento e recuperação da informação.
Os fluxos extremos são aqueles que por sua atuação mostram a Essência [1] de um fenômeno de transformação, entre a linguagem do pensamento de um emissor, a linguagem de inscrição do autor da informação e o conhecimento elaborado pelo receptor em sua realidade.
Assim na extremidade esquerda do fluxo interno, existe não mais uma premissa técnica, mais uma promessa, da esperança pela transformação da informação criada pelo autor para um conhecimento assimilado pelo receptor.
No outro extremo do fluxo interno se realiza um novo fenômeno de informação cuja Essência está no força da passagem de uma experiência, um fato ou uma idéia, que está delineada em uma linguagem de pensamento do emissor como um agente criador, passando para a edição de uma inscrição de informação; a passagem se efetiva quando acontece um fluir da mente do emissor criador da informação para uma narrativa que é uma narrativa transformada em um texto. expresso em uma linguagem de edição.
Aqui existe uma passagem de uma linguagem privada do agente criador para uma linguagem que ele pretende, intencionalmente, seja de entendimento geral de um determinado público.
Uma passagem da esfera privada do pensamento para a esfera publica da exposição coletiva.
Esta condição do fenômeno se manifesta nas extremidades do fluxo de segunda ordem: seja na transferência de linguagens quando do processo de criação da informação, ou no outro extremo do fluxo na absorção da informação pelo individuo, e seu grupo de convivência.
Estamos estudando, então, a transmutação
da informação a partir da sua formação na mente
do autor e a sua posterior edição como uma inscrição
de informação. Consideramos que existe nesta passagem, a
formação de uma nova natureza da coisa, que se forma por
meio de mutações. A linguagem de criação mental
difere da linguagem em que a informação é editada
em sua base física. Após a elaboração mental
da narrativa idealizada pelo autor, a informação é
colocada em um código lingüístico, quando se elabora
uma nova linguagem de edição, com características
morfológicas, sintáticas e semânticas típicas
e possivelmente generalizáveis.
A tabela 1, mostra os diferentes comportamentos morfológicos
para textos de informação diferenciados:
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| LEVES
ciências humanas e sociais, comunicação. sociologia, história, etc. |
-difícil delimitação do sub-código
-extrema liberdade semântica -discurso longo, difuso e informal com conceitos interligados |
-estruturas sintáticas complexas
-excesso de sinonímia, metáforas, conectores e plurais -linguagem sem controle ou inibição |
-fluência de idéias e palavras com muita
independência em elaborar significados
-revogação de palavras da memória com grande liberdade conceitual -pensamento divergente na recognição dos conceitos |
| INTERMEDIÁRIAS
sociais aplicadas, ciências da informação, arquitetura, economia, direito, etc. |
-código mais formalizado e visível
-condições semânticas controladas -discurso semi-técnico |
-estruturas sintáticas elaboradas
-vocabulário com alguma inibição das figuras de linguagem |
-alguma independência na elaboração
dos significados
-revocação de conceitos da memória com orientação ao assunto -predomina o pensamento orientado a recognição convergente dos conceitos na memória |
| DURAS
ciências exatas e técnicas: física, biologia, química, botânica , zoologia, da saúde em geral |
-código bastante formalizado e delineado
-discurso técnico e direcionado |
-estruturas sintáticas simples
-vocabulário formal e específico -bastante inibição quanto às figuras de linguagem |
-pouca fluência de idéias e conceitos
-precisão na revocação dos conceitos da memória -pensamento altamente convergente na revocação das palavras |
Consideramos, portanto, um texto, como um elemento apropriado para ser objeto dos instrumentos de análise computacional da linguagem natural; esta metodologia de análise do texto pode construir elaborações para fornecer indicações sobre a relevância do seu conteúdo e sobre a singularidade do seu tema que está sendo tratado.
Se demonstrada a consistência das afirmativas acima colocadas teríamos três aplicações importantes para o que estudamos:
A INFORMAÇÃO É CIDADÃ DE DOIS MUNDOS
A informação harmoniza o mundo. Como
elemento organizador, a informação referencia o homem ao
seu destino.
Nesse sentido, tem-se procurado caracterizar a Essência
do fenômeno da informação como a adequação
de um processo de comunicação que se efetiva entre o emissor
e o receptor da mensagem. As configurações, que relacionam
a informação com a geração de conhecimento,
são as que melhor explicam a sua natureza, em que termos finalistas,
pois são associadas ao desenvolvimento do indivíduo
e a sua liberdade para decidir sozinho. Aqui a informação
é qualificada como um instrumento modificador da consciência
do homem. A informação, quando adequadamente assimilada,
produz conhecimento, modifica o estoque mental de saber do indivíduo
e traz benefícios para seu desenvolvimento e para o bem estar
da sociedade em que ele vive.
A criação da informação pelo emissor, o autor é algo desconhecido e ainda pouco estudado. Representa uma transmutação [3] mais que uma transferência da informação. A transferência tem uma conotação de passagem, deslocamento a transmutação se coloca como formação de nova espécie por meio de mutações, pode ser vista como uma reconstrução de estruturas significantes; uma transformação que ocorre, mediante uma reação de mudança de uma estrutura em outra. De uma condição privada do agente criador para um conjunto simbolicamente significante para um ambiente publico, uma coletividade.
Nos extremos do fluxo, há dois momentos:
o da criação e o da assimilação da informação
que, acontecem e traduzem um desenrolar ritualístico; fazem parte
da Essência mais rara e surpreendente da transferência
da informação: a (in)tensão da passagem e a solidão
fundamental.
O ritual de passagem de uma estrutura de informação do
seu agente emissor para o receptor, que para o lingüista e para o
comunicador pode parecer tecnicamente coerente e facilmente explicável
-- em termos existenciais é um acontecimento admirável, pois
se relaciona, tanto com uma intenção de passagem, quanto
com a solidão fundamental do todo ser humano.
O momento da intencionalidade aparece como o qualidade que tem uma mensagem de ser propositadamente direcionada, de ser arbitrária para atingir o seu destino; este direcionamento intenso produz tensão, que é criada pela interação de competências distintas existentes nos diferentes mundos: o mundo do emissor da mensagem e o mundo de referências do receptor da informação, habitando sua realidade de convivência e para onde o conhecimento se destina. A intenção de passagem existe nas duas etapas extremas do fluxo: a da criação da informação e o da sua assimilação.
Um segundo momento dos fluxos extremos [4] é o da solidão fundamental de todo ser humano (Ricoeur, 1976) [5], e quer expressar a condição do sujeito em relação a sua experiência vivenciada.
Quando vivo minha vida pensante, que é o local onde projeto a criação da informação, antes de codificá-la, isto acontece na minha mais recôndita privacidade. Esta é a solidão fundamental de todos aqueles que criam uma informação. Pois é através da informação produzida, com a ajuda de um sistema de signos, que o homem procura relatar sua experiência vivenciada para outras pessoas; disseminar a outros a experiência que foi experimentada só por ele; pois aconteceu no âmago da sua condição subjetiva de privacidade e que , por força de sua vontade, vais deslocar-se para a esfera pública de uma significação, que se deseja, seja coletiva.
Uma construção mental significante é um evento de geração privada em sua produção e se completa em um tempo finito. Sua transmutação quando ocorre e se orienta, para o espaço público, tem uma estrutura definida, um código de inscrição aceito e utilizável, para um número indefinido de leitores; possui autonomia semântica e é indeterminada em relação ao tempo.
Todo ato de conhecimento associado ao conteúdo simbólico de uma estrutura de informação é uma cerimônia com ritos próprios, uma passagem simbólica, mediada por uma condição de solidão fundamental tanto para o emissor quanto para o receptor da informação, uma cerimônia que acontece solene, em mundos diferentes: emissor, receptor.
Como no mito de Orfeu a informação
em seus momentos de passagem é cidadã de dois mundos,
com desejo de direção mas carregando uma enorme tensão
no ritual de passagem. Assim, também, nos momentos de passagem o
fenômeno da informação apresenta sua característica
mais bela, pois transcende ali a solidão fundamental de todo ser
humano: o pensamento se faz informação e a informação
se faz conhecimento.
A COMPRESSÃO SEMÂNTICA
A relação entre a informação e o conhecimento já foi, por muitas vezes, examinada em nossos estudos anteriores [6][7][8].
Tem sido minha proposta, em pesquisas recentes, examinar a geração da informação, ou seja, a transmutação de uma experiência, um fato, uma idéia, do estágio de criação - pensamento na mente do autor para a sua codificação como uma inscrição em uma estrutura de informação. Não pretendo examinar os processos mentais do pensar, que antecedem a informação em uma estrutura. Estou examinando, com apoio de ferramentas adequadas, as características morfológicas de uma estrutura de informação após o processo do pensar. A partir daí verificar então, a possibilidade de exercer uma compressão semântica nesta estrutura que possa ser útil tanto para a gestão da informação quanto para decisões de inteligência estratégica. O termo compressão semântica [9][10], não se associa emem nada, a reformatação ou substituição do texto por indicadores retirados de universos simbólicos particulares e controlados. O termo não admite qualquer violência ao texto em sua linguagem natural.
Particularmente nos interessa ao estudo do texto,
enquanto uma estrutura de informação. O texto [11]
e sua estrutura.
A literatura sustenta nossa pretensão de
ser o texto um transmutar do pensar:
Em nosso trabalho não nos interessa discutir a presença
ou a ausência do autor no texto, mas o texto em si, como uma estrutura
livre e com características próprias de existência:
Existindo uma linguagem do texto, com configurações
estruturais delineadas e talvez gerais, seria possível utilizar
mecanismos de análise, para obter dados de seu conteúdo,
dentro de uma estratégia de compressão semântica da
informação:
Pesquisas na Universidade de Toronto, Canadá,
apresentam evidências neurocognitivas de que existem duas diferentes
linguagens; uma sendo a do pensar, que antecede a linguagem do editar,
de formatar o texto. Estas linguagens teriam características diferenciadas.
Nos estudos do grupo canadense que edita a "Revista Texte e Informatique"
pode-se encontrar indicações de que a linguagem do pensamento
se processa em sentenças pequenas; usando, freqüentemente,
de cinco até sete palavras, e as palavras com um número pequeno
de letras. Assim em uma segunda fase a de edição, uma nova
linguagem, com características mais formais e de estilo, aparece
como que encobrindo a linguagem do pensamento (Lancashire, 1993) [15].
Nesta mesma linha Walter Ong discute a maneira como a escrita distancia o autor do seu pensar. Ong indica as características da linguagem do pensamento de um autor. Elaboramos o texto de Walter Ong (Ong, 1988) [16] para indicar o que entendemos serem as características básicas da linguagem do pensamento onde o autor organiza sua narrativa antes de sua transposição para o texto:
Contudo, que a linguagem de edição
ou da escrita tem também características próprias,
de meu entender seriam:
Nesta ocasião pensamos no
conceito de economia do conhecimento, como sendo o estudo da gestão
da informação, para administrar recursos
escassos de modo a obter a máxima satisfação
para nossos desejos priorizados. E desejo sempre se relaciona a valor.
O quantum de informação disponível é abundante; cabe pois, à economia para o conhecimento realizar uma articulação estratégica para conhecer, avaliar e filtrar a informação relevante [18] e prioritária [19] passível de ser transformada em conhecimento. Esta informação deve, pois, possuir condições de ser aceita pelo indivíduo em suas condições possíveis de apropriação e influir no desenvolvimento de seu mundo de convivência pública.
O mecanismo de articulação para harmonizar
as qualidades de relevância e prioridade, pela singularidade, nos
estoques é um ideal teórico. Trata de determinar os estímulos
necessários para articular em um mesmo espaço às características
de informação relevante e informação prioritária
estabelecendo zonas de qualidade intensa para estoques de informação.
Cabe avaliar, ainda, como as zonas de qualidade de um estoque de informação
alteram a eficiência da interação do receptor com o
quantum de informação, que lhe é apresentada
e se este zoneamento pode ser feito por compressão semântica.
[*] O presente artigo faz parte do esboço teórico
de pesquisa em andamento e financiada pelo
COCHs do CNPq.
NOTAS E BIBLIOGRAFIA CITADA
[1] Essência - ação com vigor de propósitos;
quando o fenômeno desenvolve a força de seu vigor. Escreve-se
o E em maiúsculo para diferenciar de essência ,como natureza.
[2] Inteligência - quando falamos da inteligência
falamos da introdução dinâmica do conhecimento assimilado
na realidade do receptor, caracterizada ou como uma ação
social, política, econômica ou técnica; representa
um conjunto de atos voluntários pelo qual o indivíduo se
re-elabora e tenta modificar o seu mundo. Trata-se de um inicio, do que
não iniciou antes e que só se realiza na pluralidade política
e vai resultar sempre em uma modificação como resultado da
ação, ainda que possa ocorrer uma volta, para uma permanência
ao estado inicial.
[3] Transmutação: Converter, alterar; transformar:
é mais que uma transferência da informação.
A transferência tem uma conotação de passagem, deslocamento
a transmutação se coloca como formação de uma
nova espécie por meio de mutações, pode ser vista
como um deslocamento com uma reconstrução de estruturas significantes;
uma transformação, mediante uma reação de mudança
de uma estrutura em outra estrutura.
[4] Extremo - de extremidade, final da linha.
[5] (Ricoeur, 1976) - Ricoeur, P. , Teoria da Interpretação,
Edições 70, 1976, Lisboa.
[6] Barreto A de A , A Informação e
a transferência de Tecnologia, SENAI/Ibict, Brasília, 1992
[7] Barreto A de A, A Transferência de Informação,
o Desenvolvimento Tecnológico e a Produção de Conhecimento,
IBICT/ECO, 1993 ( Relatório Apresentado ao CNPq)
[8] Barreto, A.de A., Padrões de assimilação
da informação - a transferência da informação
visando a geração do conhecimento, Relatórios apresentado
ao CNPq em fevereiro de 2000. Publicado como O Rumor do Conhecimento, pela
Revista São Paulo em Perspectiva, v 12,
n. 4, Fundação Seade, São Paulo.
[9] Estamos utilizando o temo semântica como sendo
o estudo da relação de significação nos
signos e da representação do sentido dos enunciados.
[10] Compressão semântica: retirar e utilizar
palavras simbolicamente significantes de um texto para administrar , controlar
e estabelecer estratégias para agregar um conjunto de itens
de informação em zonas de representação de
enunciados com qualidades especificas. Nunca substituir o texto por estas
palavras, ou interferir na linguagem natural do texto.
[11] Texto: Um conjunto de expressões, que a escrita fixou;
qualquer inscrição de informação em uma base
que a aceite e a mantenha, sendo o papel a base mais comum e talvez a mais
conservadora.
[12] Foucault,M., O que é um autor, 3ª edição,
Passagens, Lisboa, 1992.
[13] Derrida, J., A Escritura e a diferença, 2ª edição,
Perspectiva, São Paulo, Brasil, 1995.
[14] Barthes, R, A morte do autor , em O Rumor da Língua,
Edições 70, Lisboa, 1987
[15] Lancashire, I. , Uttering and Editing: Computational
Text Analysis and Cognitiuve Studies in Authorship, Texte et Informatique
,n. 13/14, (1993): pp 173-218
[16] Ong, W. J., Orality and Literacy: The Thechnologizing of
the Word, Terence Hawkes, New York, 1988.
[17] Homeostática - Tendência à estabilidade
do meio interno do organismo. Propriedade auto-reguladora de um sistema
ou organismo que permite manter o estado de equilíbrio de suas variáveis
essenciais ou de seu meio ambiente.
[18] Relevante : tudo aquilo que possui a condição
de utilidade, que é a qualidade das coisas materiais e imateriais
em satisfazer nossas necessidades.
[19] Prioridade : qualidade do que está em primeiro lugar;
o que antecede aos outros em tempo, lugar, serie ou classe quando da prática
de alguma coisa. Em nossa análise a prioridade se associa a individualidade
de um texto, ao seu viés.
[20] Estoques de informação - conjunto de itens
de informação agregados segundo critérios de interesse
de uma comunidade de usuários.
1 - Barreto, A. de A , A Questão da Informação,
São Paulo em Perspectiva, v. 8, n. 4 ,1994, p. 3-8, Fundação
Seade, São Paulo.
2 - Arendt, H , A Vida do Espírito- O pensar, o
querer, o julgar , Relume-Dumara, Rio,1991
3 - Bloor, D , Poppers Mystyfication of Objective Knowledge,
Science Studies , v 4, pp 65-76, 1974
3 - Boulding, K , Knowledge and Life in the Socity, University
of Michigan Pres, USA, 1960
4 - Bourdieu, P , O Poder Simbólico, Bertrand, Rio,1989
5 - Farradane, J , Relational Indexing and Classification in
the Light of Recent Experimental work in Psychology, Information Storage
and Retrieval, vol 1, pp 3-11, 1963
6 - Farradane, J, Knowlwdge, Information and information Science,
Journal of Information Science,v2,n2,1980
7 - Farradane, J, The Nature of Information, Journal of
Information Science, v 1 , n 3, 1979
8 - Franck, S e Mehler, J (ed.), Cognition on Cognition, MIT
Press, USA,1994
9 - Gardner, H ,The Minds New Science : A history of the cognitive
revolution, Basic Books, USA, 1987
10- Guilford,J P , Three Faces of Intellect, Americam Psychologist,
v. 14 , n. 8, 1959.
11- Heidegger, M , Discurso sobre o Humanismo, Tempo brasileiro,
Rio, 1962
12- Jakobson, R. , Linguística e Comunicação ,
Cultrix, São Paulo, 1993 - Coletânea de trechos selecionados
de Roman Jacobson.
13- Levy, P , A Máquina Universo, Atmed, Porto Alegre,
1998
14- Luninn L F (Ed), Perspectives in Knowledge Utilization, Jasis
(Special Issue), v44, n4,1993
15- Ricoeur, P , Teoria da Interpretação , Edições
70, 1976, Lisboa.
16- Simon, H , Literary Criticism: A Cognitive Approach, Stanford Humanities
Review, SEHR v.4, n. 1, Constructions of the Mind, updated in 1995
17- Simon, H , The Sciences of the Artificial, 3rd ed., Cambridge,
MA, MIT Press, 1996.
18- Leydesdorff, L., The Challenge of Scientometrics - Te Measurement,
and Self-Organization of Scientific Communicatiosns, Universal Publishes,
Holanda, 2001.
Sobre o autor / About the Author:
Aldo de Albuquerque Barreto
Pesquisador Titular MCT/ANCIB
aldoibct@alternex.com.br