(Re)visitando os estudos de
usuário: entre a “tradição” e o “alternativo”
The user studies revisited:
between the tradition and the alternative
por Luciana Ferreira da Costa e Alan Curcino Pedreira da Silva e Francisca Arruda Ramalho
Resumo: Partindo da compreensão polissêmica da
definição de informação, aporta para o processo cognitivo informacional através
do reconhecimento das necessidades informacionais, desencadeadoras das ações de
busca e uso da própria informação. Desse modo, usar informação é trabalhar com a
matéria informação para obter um efeito que satisfaça a uma necessidade de
informação do usuário. Nesse contexto, define usuários da informação e estudos
de usuário, demonstrando as abordagens conceptivas, tradicional e alternativa,
enfocando as principais abordagens do paradigma centrado no usuário com base na
literatura revisada. Conclui que os estudos de usuários devem se configurar como
pesquisas que objetivam, sobretudo, desvendar quem são os usuários da
informação, quais suas reais necessidades e como se dão suas buscas e usos da
informação e, também, como pesquisas que ressaltam aspectos da interação entre
usuários e unidades de informação que, por sua vez, devem colocar o conteúdo e a
tecnologia a serviço dos seus usuários.
Palavras-chave: Informação; Necessidade de informação;
Usuário da informação; Estudo de usuários; Busca e uso de informação; Abordagens
dos estudos de usuários.
Abstract: From the understanding of a polysemantic
definition of the term information, this paper contributes to the informational
cognitive process through the recognition of some informational needs which
trigger actions of searching and using of its own information. In this manner,
to use information is to work with the substance information to get a effect
that satisfies to a information needs of the user. In this context, it defines
users of the information and studies of user. In such context, the information
users and the user studies are defined, showing the conceptual traditional and
alternative approaches focusing the main boardings of the paradigm centered in
the user on the basis of revised literature. It concludes that the studies of
users must be configured as research that objectifies, over all, to unmask who
is the users of the information, which its real necessities and as if they give
to its searches and uses of the information and, also, as research that stand
out aspects of the interaction between users and information units of that, in
turn, must place the content and the technology the service of its users.
Keywords: Information; Information needs;
Information user; User studies; Information seeking and use; Approach of the
users studies.
Introdução: o objeto informacional
Em cena, usuários... Nunca um termo foi tão utilizado nos diversos campos
disciplinares dedicados aos estudos de informação, seja pelas Ciências da
Computação, Ciência da Informação, Biblioteconomia, Arquivologia,
Museologia, Comunicação Social, Administração, Ciências Contábeis, dentre
outros. Versa-se sobre usabilidade de softwares, usabilidade de sistemas de
informação, usuários de informações para tomada de decisões, usuários de
serviços contábeis, usuários em potencial e usuários desconhecidos, os mais
diversos tipos de usuários nos diversos contextos de uso de informação.
Qual o fascínio quanto aos usuários? O seu processo utilizador da informação
e sua possibilidade de geração/aquisição do conhecimento.
Não podemos, todavia, tratar sobre usuários sem antes nos dispormos à
reflexão acerca da informação, insumo a priori, nesse contexto, fundamental
para possível geração/aquisição de conhecimento e que, quando assimilada,
tem possibilidade, além dessa geração/aquisição do conhecimento, de
beneficiar quem a busca e usa, podendo dessa mesma forma, influenciar seu
entorno (sócio-político-econômico-cultural,etc.).
Etimologicamente, a palavra informação possui origem latina, do verbo “informare”,
que significa dar forma, criar, porém, também, representa construção de
idéia ou noção. Daí também o termo informação se originar do grego pelos
termos typos, idea e morphe. Por essa fluidez originária,
Wurman (1991, p.
42) nos demonstra a necessidade dessa compreensão da polissemia do termo
informação:
“A palavra “informação” sempre foi ambígua e literalmente empregada para definir diversos conceitos. Os dicionários registram que a palavra tem sua raiz no latim informare ... A definição mais comum é “a ação de informar, formação ou moldagem da mente ou do caráter, treinamento, instrução, ensinamento, comunicação de conhecimento instrutivo”.
Na sua concepção filosófica, a informação é entendida como matéria criada e ativada pelo pensamento ou matéria em que o sujeito e o objeto do pensamento se unem na prática social, resolvendo a contradição entre a realidade e a idéia através do ato. Já popularmente, a informação é compreendida como esclarecimento que se dá a alguém sobre alguma pergunta (Dantas, 2000, p. 24).Assim, para Dantas (2000, p. 24), “o conceito de informação é difuso e está relacionado com uma série de outros conceitos e fenômenos”, devendo ser a informação caracterizada por quatro tipos ou abordagens principais, conforme descrito abaixo:
“A primeira trata-se da abordagem estrutural. Nessa perspectiva, a informação é definida como a matéria, estrutural, que possa ser apreendida ou não pelo ser humano. A segunda consiste na abordagem do conhecimento, na qual a informação é vista como conhecimento a ser comunicado. A terceira linha aborda a informação como condutora de efeito orientada para o receptor por entender que a informação só ocorre se produzir efeitos no usuário. A quarta abordagem focaliza a informação enquanto processo em si, ou seja, um processo de produção de sentido que ocorre na mente humana” .
Ainda sobre a concepção da informação, grande contribuinte idealizador da Associação Nacional de Pós-Graduação em Ciência da Informação e Biblioteconomia, o pesquisador Aldo Barreto, relaciona-a com seus dois principais sujeitos, um, a priori gerador da informação, e outro, de maneira indissociável, dito receptor da informação, escrevendo que:
“Quando se observa do lado do gerador ou tem-se definições, como a estrutural, que indicam ser a informação o resultado da relação estática entre objetos materiais, independentes da ação dos seres humanos, ou tem-se a definição relacionada somente à mensagem, em que a informação é indicada como símbolo produzidos por um gerador para efetivar um processo de transferência. Nestas definições, o receptor da informação está excluído do processo, ou não é necessário para a sua explicação” (Barreto, 2002, p. 1).
Continuando com o autor, percebemos que definições de informação quando
relacionadas ao receptor reforçam, para ele, a intenção semântica da
transferência, adjetivando o conceito com o significado da mensagem, seu uso
efetivo e a ação resultante do uso. As definições que melhor explicam a
natureza do fenômeno, portanto, são as que relacionam a informação à
produção de conhecimento no indivíduo, pelo uso efetivo da informação,
associando o conhecimento ao desenvolvimento, à emancipação e à liberdade do
indivíduo, de seu grupo de convivência e a da sociedade como um todo, por
esse modo também assumindo a compreensão de que cada indivíduo, no seu
processo cognitivo de apreensão da realidade e comunicação humana na
sociedade, assume posturas não unilaterais, contudo diversas, enquanto ao
mesmo tempo, por vezes, gerador emissor de informação e também receptor e,
por outras vezes, receptor de informação enquanto também gerador e emissor,
possibilitando a produção do conhecimento via o status de ser social do
indivíduo.
Assim, como refere Barreto (2002, p. 1), “a informação é qualificada como um
instrumento modificador da consciência e da sociedade como um todo. Aqui a
informação é qualificada como um instrumento modificador da consciência do
homem e de seu grupo”.
Pelas necessidades de informação
Mediante as abordagens de informação, caracterizadas por Dantas (2000) e
Barreto (2002), percebemos que a informação só se realiza como geradora de
conhecimento quando é percebida e aceita como tal, contribuindo para o
desenvolvimento do indivíduo, de modo particular, e do coletivo, a partir da
influência do indivíduo para com o seu grupo social ou entorno.
É importante salientar que, no contexto mundial globalizante da sociedade,
economia e cultura, como por exemplo, num país repleto de desajustes
sociais, econômicos e políticos, como o Brasil, a disponibilidade ou a
possibilidade de acesso à informação não quer dizer que a mesma esteja tendo
uso eficaz que pode gerar conhecimento e por conseqüência desenvolvimento.
Por esse entendimento, a democratização social da informação deve auxiliar o
indivíduo a ter condições de elaborar este insumo recebido, transformando-o
em conhecimento que lhe traga benefícios (Barreto, 2002, p. 5).
Barreto (2002), baseado na pirâmide das necessidades humanas e
comportamentos, desenvolvida pelo estudioso
A. Maslow, adaptou-a numa dupla
relação piramidal para analisar o que seria, possivelmente, a demanda e a
oferta de informação em sua estrutura básica, relacionadas às necessidades
informacionais. Tal relação dar-se-ia numa situação inversamente
proporcional entre necessidades e estoques de informações para satisfação
das necessidades destas.

Figura 1 - As necessidades e os estoques de informação.
Fonte: Barreto, Aldo (2002, p. 6)
De acordo com essa pirâmide das necessidades, o indivíduo mover-se-ia da
base para o topo, passando de um nível para o outro apenas quando estiverem
satisfeitas as suas necessidades no nível em que se encontrava. Na base da
pirâmide estariam os indivíduos que buscam a satisfação de suas necessidades
básicas de alimentação, habitação, vestuário, saúde e educação. Estes
indivíduos demandariam, primeiramente, informação de utilidade para suprir
suas necessidades de segurança. No nível acima estariam os indivíduos que,
tendo suprido a necessidade da base, orientam-se por buscarem um
comportamento atuante, objetivando a permanência nos grupos que participam,
seja no trabalho, na comunidade, afetivos ou profissionais. Demandariam,
basicamente, informação que lhes permita permanecer nos contextos que
habitam. Tal informação é em proveito próprio e das instituições que
participam. Os indivíduos, no topo da pirâmide, tendo resolvido as
necessidades anteriores, demandariam informação que os conduza a reflexão,
criatividade e sucesso profissional e pessoal.
Este é o pensamento de Barreto (2002, p. 5-6), que acrescenta ainda:
“Acredita-se que a oferta de informação, ou seja, a estrutura dos estoques, relaciona-se à demanda como uma pirâmide invertida, inversamente proporcional, em termos quantitativos e qualitativos às posições da informação demandada, configurando situações de racionamento e excedente de informação nos seus extremos”.
Desse modo, usar informação é trabalhar com a matéria informação para obter
um efeito que satisfaça a uma necessidade de informação. O objetivo final de
um produto de informação, de um sistema de informação deve ser analisado em
termos dos usos da informação e dos efeitos resultantes desses usos nas
ações dos usuários. Portanto, o papel mais importante do sistema consiste na
forma como a informação transforma a realização dessas ações (Le Coadic,
1996, p. 39).
Para Le Coadic, (1996, p. 39), “necessidades e usos são interdependentes, se
influenciam reciprocamente de uma maneira complexa que determinará o
comportamento do usuário e suas práticas”. Tal pensamento está representado
na figura que segue:

Figura 2 – Usos e necessidades de informação
Fonte: Le Coadic, Yves-François (1996, p. 39)
Nesse sentido, Wilson (1981) descreve “necessidade de informação” como um
processo de tomada de decisão, solução de problemas ou alocações de
recursos. O conhecimento das necessidades de informação permite compreender
por que as pessoas se envolvem num processo de busca da informação. O que
levaria uma pessoa a buscar, então, informação? A existência de um problema
a resolver, de um objetivo a atingir e/ou a constatação de um estado anômalo
de conhecimento, insuficiente ou inadequado (Le Coadic, 1996, p. 39).
Segundo Figueiredo (1979) é importante considerar dois tipos de necessidades
de informação: a necessidade de informação em função do conhecimento e a
necessidade de informação em função da ação:
a) A necessidade de informação em função do conhecimento é uma necessidade que resulta do desejo de saber.
b) A necessidade de informação em função da ação é uma necessidade que resulta de necessidades materiais exigidas para a realização de atividades humanas, profissionais e pessoais.
Percebemos que a necessidade de informação em função do conhecimento surge
da dúvida e do esforço de dominá-la, já a necessidade de informação em
função da ação desencadeia uma ação com objetivo, visando eficácia dessa
ação. Dentre essas necessidades, a informação é útil para estimular o
pensamento e a ação, através das idéias de outras pessoas, conhecimentos,
experiência e realizações; enfim, para atender as necessidades requeridas. A
informação é, essencialmente, vista como um utensílio valioso e útil para o
indivíduo em sua tentativa de prosseguir com sucesso sua vida.
Usuários da informação
Diante de toda perspectiva discursiva, acerca das necessidades de informação
de indivíduos sociais e seus coletivos, um usuário da informação ou grupo de
usuários pode ser definido como aquele indivíduo ou coletivo que,
necessitando de informação, utiliza-a. Na contemporaneidade, a informação
dada ao uso, assim, através de relações sócio-culturais e de serviços
prestados por uma biblioteca ou quaisquer sistemas de informação,
documentação e arquivo, entre outras fontes, e que por esses mesmos serviços
ou pelas relações sócio-culturais de informação participadas tiram da
própria informação algum proveito.
Como já apontamos, as necessidades de informação dos indivíduos e de seus
grupos podem variar de acordo com as suas funções ou com os papéis que eles
exercem no seu dia-a-dia. Nesse sentido, Figueiredo (1999, p. 20)
exemplifica esse modelo de variabilidade das necessidades e uso de
informação segundo a atividade exercida pelo indivíduo, como demonstrado em
suas indicações de papéis/práticas sociais descritas em seqüência, tomando
por base um trabalho gerencial-acadêmico, na área de agricultura onde o
indivíduo pode necessitar de informação como: Planejador, Administrador,
Pesquisador, Professor , Estudantes e Prático (extensionista).
Por essa compreensão, encontramos outra definição de usuário da informação
(Sanz Casado, 1994, p. 19), apontando-o como “aquele indivíduo que necessita
de informação para o desenvolvimento de suas atividades” (Sanz Casado, 1994,
p. 19). De modo próximo, Guinchat e Menou (1994, p. 481) consideram que
“o
usuário é um elemento fundamental de todos os sistemas de informação”.
Os dois últimos autores citados consideram que o usuário da informação,
através de todos os sistemas de informação - enquanto organizações baseadas
em tecnologias ou não, compostas de procedimentos, pessoas, bancos de dados,
redes de comunicação e partes computacionais de hardware e software que
objetivam a geração e manipulação sistemática da informação - geralmente
interage com as instituições/centros/unidades de informação, de duas
maneiras.
A primeira enfocando o usuário como responsável pela existência, pela manutenção, pela atribuição de recursos e pela política da unidade de informação. A segunda enfocando as unidades de informação e seus gestores, e por conseqüência os sistemas de informação, devendo ter como base o próprio usuário, para a orientação e concepção das mesmas, a serem orientadas mediante as características, atitudes, necessidades e demandas do próprio usuário.
Guinchat e Menou (1994, p. 482) afirmam, portanto, que “O usuário é um
agente essencial na concepção, avaliação, enriquecimento, adaptação,
estímulo e funcionamento de qualquer sistema de informação”. Por essa
definição, os usuários integrariam categorias que se fundamentam em dois
tipos de critérios, que se resumiriam em critérios objetivos, como a
categoria sócio-profissional, a especialidade e a natureza da atividade para
a qual busca a informação e critérios psicossociológicos, como as atitudes e
os valores relativos à informação, em geral, e às relações com as unidades
de informação, em particular.
Com base nesses critérios, Guinchat e Menou (1994, p. 483) consideram que os
usuários da informação podem ser divididos em três grupos principais: os
usuários que ainda não estão na vida ativa profissional ou estudantes, os
usuários engajados na vida ativa, cujas necessidades de informação se
originam da sua vida profissional e o cidadão, cujas necessidades de
informação são gerais e ligadas à sua vida social.
Afirmam ainda esses autores que, na prática, esta análise pode ser mais
aprofundada. Por muito tempo tentou-se definir categorias de usuários pela
pergunta: Informação, para quem? Entretanto, cada indivíduo tem várias
ocupações, exerce vários papéis e a questão verdadeira deve ser: Informação,
para fazer o quê? A razão da pergunta se prende ao fato de que um indivíduo
pode se incluir em várias categorias de usuários. Assim sendo, é preferível
perguntar para que se destina a informação e não para quem. Como exemplo,
podemos citar o próprio bibliotecário, que pode desempenhar papéis como: um
produtor de informação pelos artigos que escreve; um usuário quando usa a
informação para preparar catálogos; um agente disseminador da informação,
entre outros.
Segundo essa perspectiva, os grupos principais de usuários e suas atitudes
com relação à informação e tipo de necessidade, dar-se-ia da seguinte forma:

FIGURA 3 – Classificação dos usuários da informação
Fonte: Guinchat; Menou (1994, p. 484)
Sanz Casado (1994, p. 38), por sua vez, estabelece quatro grandes grupos
para os usuários da informação, que não diferem dos apresentados por
Guinchat e Menou (1994), que são: o pesquisador e o docente; a indústria; o
administrador, o planejador e o político; e o cidadão-comum.
Apesar do usuário, em suas diversas faces de classificações e definições,
assumir grande importância no desenvolvimento das atividades e concepção dos
sistemas de informação, o diálogo entre o mesmo e os especialistas de
informação não é tão simples.
Faz-se necessário ultrapassar as atitudes negativas e as concepções simplistas ou errôneas de ambas as partes. Muitos usuários têm pouca consideração para com as unidades de informação e para com seu pessoal. Do outro lado, por vezes o pessoal dessas unidades fecha-se privilegiando a organização e a conservação, negligenciando a difusão e as necessidades reais dos usuários. Esta é uma preocupação que para Guinchat e Menou (1994) deve se tornar constante, propondo os autores, para isso, o estabelecimento de algumas condições com fins a ultrapassar quaisquer obstáculos surgidos nessa relação, quando afirmam que:
a) Os especialistas de informação devem tomar consciência do fato que a finalidade de sua profissão é o serviço aos usuários; devem ter a capacidade de desvendar suas necessidades e de traduzi-las em demandas; devem adaptar seus serviços em função da evolução da demanda e das técnicas; e aceitem colaborar com os usuários.
b) Os usuários devem tomar consciência das exigências dos mecanismos modernos de transferência do conhecimento; devem aceitar a disciplina resultante destes mecanismos; e delegar algumas tarefas aos especialistas de informação; ter confiança nestes especialistas e seguir uma formação adaptada às técnicas de informação.
Consideramos, nessa perspectiva, que as unidades e os sistemas de
informação, através de seus profissionais/gestores/manipuladores, precisam
conceber que ainda há muito a ser feito para integrar, verdadeiramente, os
usuários ao que é oferecido pelos mesmos, e tudo isso deve começar ou passar
pela compreensão e pelos estudos dos próprios usuários, pois só
pesquisando-os é que podemos conhecer melhor suas reais necessidades
informacionais e possibilidades de desenvolvimento.
Pesquisando usuários de informação
As primeiras reflexões sobre estudos orientados aos usuários, mais
minuciosamente enfocando a maneira como os cientistas e técnicos procediam
para obter informação, ou como indivíduos usavam a literatura técnica nas
suas respectivas áreas, surgiram a partir do trabalho de Bernal e Urquhart,
apresentado em 1948 na Conferência de Informação Científica da
Royal Society
(Ferreira 2002).
Tais estudos, a partir daquele momento, de acordo com Ferreira (2002),
passaram por diversas e diferentes fases durante o século passado:
a) Inicialmente, final da década de 40, os estudos de usuário tinham como objetivo agilizar e aperfeiçoar serviços e produtos prestados pelas bibliotecas. Estes estudos restringiram-se a área de Ciências Exatas.
b) Na década de 50 intensificam-se os estudos sobre o uso da informação entre grupos específicos de usuários, abrangendo já as Ciências Aplicadas.
c) Só nos anos de 60 é que se enfatiza o comportamento dos usuários; surgindo estudos de fluxo da informação, canais formais e informais. Os tecnólogos e educadores começam a ser pesquisados.
d) Já na década de 70, a preocupação maior passa a ser o usuário e a satisfação de suas necessidades de informação, atendendo outras áreas do conhecimento como: humanidades, ciências sociais e administrativas. Datam dessa década os primeiros trabalhos na literatura especializada sobre o tema.
e) A partir de 80, os estudos estão voltados à avaliação de satisfação e desempenho.
Os estudos de usuário, por essa construção histórica aos dias atuais, acabaram, entre outros objetivos, por visar saber se as necessidades de informação, de usuários de um sistema de informação estão sendo satisfeitas de maneira adequada ou não, permitindo a compreensão objetiva de como este mesmo processo de satisfação se dá para a sua melhor eficácia e quiçá eficiência.
Os estudos de usuário, assim, vieram permitir verificar Por que?, Como? e
Para quais fins? os indivíduos usam a informação e quais os fatores que
afetam tal uso. Essas constatações fazem com que os sistemas de informação
passem a conhecer as reais necessidades de informação de seus usuários, o
que contribuirá para o uso mais efetivo da informação. Conceitualmente,
Wilson–Davis (1977, p. 68) define estudo de
usuários como “estudo de quem demanda (ou necessita ou recebe) o que de
alguém e para que”. Os termos quem, que, alguém e para que representam,
respectivamente, usuários, informação, bibliotecário e finalidade de uso da
informação.
Para Mann (apud Wilson-Davis, 1977, p.68) estudo de usuários
é o “estudo de quem diz o que para alguém através de que meios e com que
efeito”. Nesta definição os termos quem, o que, alguém, meios e efeito, são
entendidos, respectivamente, como serviços informacionais, informação,
usuários, canais, impacto do uso da informação.
Já Sanz Casado (1994, p.31) define estudo de usuários como
“o conjunto de
estudos que trata de analisar, qualitativa e quantitativamente, os hábitos
de informação dos usuários, através da aplicação de diferentes métodos,
entre estes os matemáticos, principalmente estatísticos, ao uso da
informação”. Figueiredo (1979, p. 79) considera que:
“Estudo de usuários são investigações que se fazem para se saber o que os indivíduos precisam, em matéria de informação, ou então, para saber se as necessidades de informação, por parte dos usuários de um centro de informação estão sendo satisfeitas de maneira adequada”.
Para a referida autora, os estudos de usuários enfatizariam os diversos
canais de comunicação, que se abrem entre os sistemas de informação e a
comunidade a qual eles servem.
Wilson-Davis, já em 1977, ressaltava que um dos mais importantes
desenvolvimentos da pesquisa no campo da informação e bibliotecas tinha sido
a ênfase crescente atribuída aos estudos de usuários. Considerava, ademais,
já apontando dois tipos de abordagens para estudos de usuários, a
quantitativa e a qualitativa, que os estudos de usuários podiam ser reunidos
em dois grandes grupos: estudos centrados na biblioteca e estudos centrados
no usuário. No primeiro caso a ênfase recai na instituição estudada e, no
segundo, no usuário.
Abordagens dos estudos dos usuários
Ao falarmos, todavia, sobre a tipologia dos estudos de usuário é conveniente
estarmos atentos, primeiramente, para a conceituação de Wilson-Davis, que
considera os dois grandes grupos de estudos antes expostos, uma vez que
abordam o clássico e o moderno em matéria de pesquisas com usuários da
informação. Ferreira (2002) e Figueiredo (1999) também tratam dessa temática
com bastante propriedade. Na realidade, trata-se de duas abordagens
aplicadas aos estudos de usuário:
a) abordagem tradicional – estudos dirigidos ao sistema de informação; e
b) abordagem alternativa – estudos dirigidos ao próprio usuário da informação.
A abordagem tradicional enfoca o “conteúdo” ou à “tecnologia”. Os estudos voltados ao conteúdo são os relacionados às linhas temáticas de interesse de grupos de usuários, com base nos modelos tradicionais de classificação do conhecimento. Os estudos voltados à tecnologia são os que focalizam o uso de livros, fontes, bases de dados, obras de referência, computador ou o próprio sistema. Estes dois tipos de estudos concebem o usuário apenas como o informante, portanto, não como objeto do estudo (Figueiredo, 1999).
Para Ferreira (2002), geralmente, os estudos relacionados à abordagem
tradicional analisam o comportamento do usuário real ou potencial referente
às seguintes atitudes: usa um ou mais sistemas de informação, um ou mais
tipos de serviços de informação e materiais; é afetado por uma ou mais
barreiras ao uso do sistema de informação; ou demonstra satisfação com os
vários atributos do sistema.
A abordagem alternativa, conhecida também como “abordagem da percepção do
usuário”, é vista por Dervin e Nilan (1986) como bem coloca
Ferreira, (2002), como novos estudos de comportamento de usuários caracterizados por:
1) observar o ser humano como sendo construtivo e ativo;
2) considerar o indivíduo como sendo orientado situacionalmente;
3) focalizar os aspectos cognitivos envolvidos;
4) analisar sistematicamente a individualidade das pessoas;
5) empregar maior orientação qualitativa.
Por essa abordagem alternativa, o usuário é compreendido como elemento
central dos sistemas de informação, como indicado por Guinchat e Menou
(1994) , e por isso torna-se necessário um conhecimento minucioso e preciso
sobre o mesmo e sobre suas necessidades de buscas e usos da informação. Daí
entendermos que o contato direto com o usuário é de fundamental importância
quando tratamos das questões citadas.
Figueiredo (1979, p. 81) considera, ainda, que “os estudos orientados aos
usuários, propriamente ditos, não são limitados a uma instituição, mas
investigam o comportamento de uma comunidade inteira na obtenção da
informação”.
Diante dessa consideração, as bases da abordagem alternativa, de acordo
Ferreira (2002) se pautariam em:
a) o processo de se buscar compreensão do que seja “necessidade de informação” deve ser analisado sob a perspectiva da individualidade do sujeito a ser pesquisado;
b) a informação necessária e o tanto de esforço empreendido no seu acesso, devem ser contextualizados na situação real onde ela emergiu;
c) o uso da informação deve ser dado e determinado pelo próprio indivíduo.
Desta maneira, Taylor (1968) sustenta a idéia de se focalizar, nos estudos alternativos, primeiramente, o problema individual dos usuários. Algumas questões dependerão, exclusivamente, deles mesmos, de seu propósito na busca da informação e do uso da mesma. São questões do tipo: que informação um indivíduo quer encontrar no sistema de informação? Que uso fará dela? Como o sistema pode melhor ser projetado para atender essas necessidades de informação?
Krikelas (1986), por sua vez, considera que o comportamento de busca de
informação pode ser definido como uma atividade que o um indivíduo exerce
quando se empenha em identificar uma mensagem para satisfazer uma
necessidade percebida:
“A abordagem alternativa ao posicionar informação como algo construído pelo ser humano, está visualizando o indivíduo em constante processo de construção, livre para criar o que quiser junto aos sistemas ou às situações. Essa abordagem se preocupa em entender como pessoas chegam à compreensão das coisas, pesquisando por dimensões passíveis de generalizações dessa tomada de consciência (ou de compreensão), e ainda em identificar o processo de uso da informação em situações particulares” (Ferreira 2002, p. 11).
No que se refere às necessidades e o comportamento de busca e uso da
informação vários estudos emergiram, nas últimas décadas. As revisões do
Annual Review of Information Science Technology, a partir de 1966, sobre
“necessidades e usos da informação” mostram a preocupação com os diferentes
aspectos dessa temática.
Alguns estudos vêm marcando a tendência dos estudos de usuários, uma fase
voltada para os estudos centrados no usuário e que se utilizam de abordagens
qualitativas. Nesse sentido, a literatura estudos que empregam ou tratam de
teorias, como as de Taylor (1982), Belkim, Oddy (1982), ),
Brenda Dervin
(1983), Kuhlthau (1999), Ellis (1989 ), modelo aperfeiçoado pelo próprio
Ellis com a colaboração de Cox e Hall (1993),
Wilson (1981), que com base em
outros estudos alterou o seu modelo (1994, 1997) , Choo (2003), fazendo uma
síntese dos modelos abordados, propõe um modelo que reflete os momentos de
falta, busca e uso da informação.
Neste contexto, as principais abordagens do paradigma centrado no usuário
com seus respectivos autores estão explicitadas a seguir com base na
literatura revisada:
Wilson, (1981) - Modelo baseado nas seguintes proposições: as necessidades de informação têm sua gênese nas necessidades básicas do sujeito, (fisiológicas, cognitivas e afetivas), logo não é uma necessidade primária, mas sim, secundária; e, diante da busca de informação para satisfazer sua necessidade, o sujeito pode deparar-se com barreiras individuais, pessoais, inter-pessoais e ambientais. Wilson propõe um novo modelo a partir do seu modelo anterior e através de um exaustivo estudo em que utilizou teorias de diferentes áreas, como a Ciência da Informação, a Psicologia, a Comunicação, dentre outras, para analisar o comportamento de busca de informação.Dervin, (1977) - Conjunto de premissas conceituais e teóricas para analisar como pessoas constroem sentido nos seus mundos e como elas usam a informação e outros recursos nesse processo. Procura lacunas cognitivas e de sentido expressas em forma de questões que podem ser codificadas e generalizadas a partir de dados diretamente úteis para a prática da comunicação e informação. (situação > lacuna >uso).
Belkin, Oddy Brooks (1982) - A abordagem do Estado Anômalo do Conhecimento (Anomalous States of knowledge) focaliza pessoas em situações problemáticas, em visões da situação como incompletas ou limitas de alguma forma. Usuários são vistos como tendo um estado de conhecimento anômalo, no qual é difícil falar ou mesmo reconhecer o que está errado, e enfrentam lacunas, faltas, incertezas e incoerências, sendo incapazes de especificar o que é necessário para resolver a anomalia. (situação anômala > lacunas cognitiva > estratégias de busca).
Taylor ,(1986) - A abordagem do Valor agregado (User-values ou Value-added), de Robert Taylor (1986) focaliza a percepção da utilidade e valor que o usuário traz para o sistema. Pretende fazer do problema do usuário o foco central, identificando diferentes classes de problemas e ligando-os aos diferentes traços que os usuários estão dispostos a valorizar quando enfrentam problemas. É um trabalho de orientação cognitiva em processamento da informação. (problema> valores cognitivos> soluções).
Ellis,(1989) e Ellis, Cox e Hall, (1993) - Modelo de comportamento de busca de informação que parte do pressuposto de que o processo de busca se dá por meio de aspectos cognitivos, constituído por etapas que não acontecem de forma seqüencial, características gerais que não são vistas como etapas de um processo. Inicialmente se baseia em seis categorias de análise: Iniciar, Encadear, Vasculhar, Diferenciar, Monitorar, Extrair. Posteriormente, esse modelo foi aperfeiçoado pelo próprio Ellis em conjunto com Cox e Hall (1993) que acrescentaram mais duas categorias ao modelo original que são: Verificar e Finalizar. Assim, o Modelo é composto por oito categorias.
Kuhlthau,(1994) - Modelo denominado de Information Search Process e se baseia no conceito de estado anômalo do conhecimento de Belkin (1982). Segundo Kulthau (1994), o Information Search Process é um modelo potencializado pela Teoria do construtivismo em que a aprendizagem de um novo conhecimento se realiza por uma construção individual e ativa e não pela transmissão. O processo se desenvolve em seis estágios: Iniciação. Seleção, Exploração, Formulação Coleta e Apresentação. Cada estágio se caracteriza pelo comportamento do usuário em três campos de experiência: o emocional, o cognitivo e o físico.
Choo (2003) - Modelo que ressalta três propriedades da busca e do uso da informação: a) o uso da informação é estabelecido a partir do significado que o indivíduo lhe impõe, à luz de suas estruturas emocionais e cognitivas; b) o uso da informação é situacional. O indivíduo faz parte de um meio, profissional ou social, que afeta, diretamente, suas escolhas para o uso da informação e c) o uso da informação é dinâmico, interagindo com os elementos cognitivos, emocionais e situacionais do ambiente, que impulsionam o processo de busca da informação, modificando a percepção do indivíduo em relação ao papel de informação e os critérios pelos quais a informação é julgada. sob um dado assunto. A busca se caracteriza por um processo implementado pelo indivíduo para modificar o estágio anterior.
Não se pode deixar de enfatizar, também, os estudos de usabilidade,
Bohmerwald (2005), Ferreira e Pithan (2008), Costa (2008) entre outros, que
contribuem para o entendimento da interação do usuário com os sistemas
automatizados bem como para detectar a satisfação do usuário ao executar
tarefas impostas pelo sistema. Medir/analisar até que ponto um produto, um
sistema de informação são usáveis, é imperativo. Para tanto, utilizam-se
critérios da avaliação Heurística e critérios ergonômicos de avaliação.
Considerações finais
(Re)visitando o artigo elaborado verifica-se que os estudos de usuários
envolvem conceitos básicos entre estes, informação. Esse conceito, por sua
vez, tem muitas definições uma vez que depende do contexto onde a palavra
esteja inserida. No caso dos estudos de usuários, devemos usar uma definição
apropriada aos propósitos de cada pesquisa. Portanto, tudo gira em torno da
informação e do sentido que o pesquisador tem em mente quando estabelece os
objetivos de sua pesquisa.
Seja a informação entendida como ”entidade física ou fenômeno”,
“canal de
comunicação”, dados sobre um assunto “algo que reduz incerteza” ou
“algo que
acrescenta ou muda o conhecimento do universo” o fato é que se faz
necessária objetividade ao estabelecer uma definição ao nível de uma
pesquisa.
Necessidade de informação é outro conceito chave, portanto, importante para
se entender os hábitos de informação dos usuários quando da busca de
informação. Por sua vez, definir necessidade de informação às vezes se torna
difícil por envolver processos cognitivos e valores pessoais. Assim, uma
informação importante para um usuário pode ser irrelevante para outro
usuário. Essas e outras questões, como as relacionadas, às buscas, aos usos,
às demandas e aos desejos, devem ser consideradas em qualquer estudo
centrado no usuário.
Conhecer as necessidades de informação dos usuários significa conhecer fatos
da sua vida cotidiana e, também, entender o verdadeiro significado que a
informação tem para esses indivíduos. Por outro lado, o entendimento das
necessidades de informação dos usuários habita o profissional da informação
a oferecer, para esses usuários, serviços de informação mais eficientes e
eficazes, em relação ao atendimento de suas necessidade.
Considerando os aspectos supracitados, entende-se que a busca de
metodologias satisfatórias para estudos de usuários deve ser uma preocupação
dos pesquisadores da área uma vez que os resultados desse tipo de pesquisa
representam um corpo de conhecimentos considerável, portanto uma
significativa contribuição para a avaliação, construção e o desenvolvimento
de acervos e serviços de uma unidade de informação, além de contribuir para
interação da unidade de informação com os seus usuários.
(Re)visitando, de um modo geral, os estudos de usuários vemos que a sua
origem remota aos primeiros estudos de comunicação científica coincidindo
com o desenvolvimento da documentação. Esses estudos visavam conhecer
determinadas características sobre os hábitos dos cientistas em suas
atividades de pesquisa. A partir desses estudos surge a Bibliometria cujo
objetivo é o estudo da produção e uso da informação a partir da utilização
de métodos matemáticos. Pode-se considerar essa disciplina como uma
precursora dos estudos de usuários. Os trabalhos de Gross e Gross em 1927, Bradford
em1934 e Flusser em1949, entre outros, como bem os descreve Sanz Casado
(1994), foram os primeiros a utilizarem as técnicas bibliométricas. Assim,
as pesquisas com usuários da informação iniciam-se com os métodos
quantitativos, afeitos a coleta de dados indireta (em relação aos usuários),
que possibilita os estudos de citação, de referências, entre outros.
Posteriormente, surge a pesquisa qualitativa como uma alternativa para se
realização de estudos de usuários, para possibilitar novas formas de
teorizar sobre esses estudos. Podemos considerar a pesquisa qualitativa,
como uma tendência emergente nos estudos de usuários.
Sem querermos considerar menos importante a abordagem tradicional de estudo
de usuários, vemos, como imperativo, uma mudança de foco nos estudos de
usuários. O uso de métodos da pesquisa qualitativa se faz necessário para
que esses estudos se insiram em contextos comportamentais e organizacionais
espelhando-se, assim, nos métodos de pesquisa social que proporcionam
metodologias apropriadas para o estudo do comportamento humano na busca de
informação.
Ademais, os estudos modernos contemplam uma visão holística e cognitiva. A
primeira considera os aspectos cognitivos, afetivos e psicomotores da busca
de informação e a segunda procura identificar como os usuários processam a
informação e o que constitui um modelo apropriado para representar esse
processo.
Sintetizando temos que nos estudos tradicionais, os usuários são apenas
informantes, não sendo, em nenhum momento, objeto de estudo ao contrário dos
estudos modernos que os consideram construtores ativos de sua própria
informação.
Sejam os estudos de usuários tradicionais ou modernos, eles devem se
configurar como pesquisas que objetivam, sobretudo, desvendar quem são os
usuários da informação, quais suas reais necessidades e como se dão suas
buscas e usos da informação e, também, como pesquisas que colocam em relevo
aspectos da interação entre usuários e unidades de informação que, por sua
vez, devem colocar o conteúdo e a tecnologia a serviço dos seus usuários.
Assim sendo, os estudos de usuários tem sua importância para as unidades de
informação que buscam uma dinamicidade em todas as questões que envolvam os
usuários da informação, razão de ser de qualquer sistema de informação.
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Sobre os autores / About the Author:
Mestre em Ciência da Informação pela UFPB. Professora Assistente do Departamento de Ciência da Informação da Universidade Federal da Paraíba.
Alan Curcino Pedreira da Silva
Mestre em Ciência da Informação pela UFPB. Professor Assistente da Escola de Engenharia de Pesca e Turismo Senador de Freitas Cavalcanti da Universidade Federal de Alagoas.
Francisca Arruda Ramalho
Doutora em Ciências da informação pela Universidad Complutense de Madrid na Espanha. Professora Associada do Departamento de Ciência da Informação da Universidade Federal da Paraíba.