DataGramaZero - Revista de Ciência da Informação - v.10  n.4  ago/09                            ARTIGO 04



Introdução
No desenvolvimento de estudos de citação, dois recursos científicos indissociáveis se destacam: a citação e a referência. A primeira representa o registro de idéias apreendidas de textos em um texto, enquanto que a segunda é o registro da fonte das idéias apreendidas pelo autor do texto.

 

Segundo Noronha e Ferreira (2003), a citação é o reconhecimento que um documento recebe do outro, sendo a referência o conhecimento que um documento fornece sobre o outro. Juntas, são as unidades de análise que fornecem elementos qualiquantitativos sobre a produção e uso da informação no âmbito da ciência.


Todavia, registra-se que as unidades de análise dos estudos de citação são, na verdade, em sua maioria, as referências arroladas no final de uma pesquisa e/ou contribuição científica. Daí surge a indissociabilidade entre citação e referência, pois esses recursos representam o reconhecimento de idéias e o conhecimento de fontes de informações, respectivamente.


Dessa forma, o presente artigo reflete sobre as unidades de análise dos estudos de citação, como também salientar e questionar as formas de representação das referências e quais as implicações nos resultados dos estudos de citação. Trata-se de análises e ponderações sobre as formas de indicações e as recomendações da norma específica de referências.

Os estudos de citação e suas unidades de análise
O ato de citar representa o movimento que um pesquisador realiza na construção do conhecimento, recorrendo a outros estudos para construir o seu. É uma prática que se refere à apropriação de conteúdos que se situam no arquivo científico. Esse movimento revela e ratifica os valores e as tradições que um campo científico construiu ao longo de sua constituição, confirmando sua relevância para o progresso da ciência.


As citações representam vínculos semânticos que se estabelecem com as idéias, pensamentos, conceitos, metodologias, resultados, etc., expressando o grau de contribuição e relevância de trabalhos existentes com os que estão sendo desenvolvidos. É “um tipo de ‘metabolismo humanístico’, onde é preciso digerir tudo o que já foi produzido, amadurecer o conhecimento adquirido para então se produzir novos textos ...” (Vanz; Caregnato, 2003, p. 297).


Entende-se por estudos de citação as análises realizadas em fontes documentadas sobre os registros citados e referenciados, através de métodos e técnicas qualiquantitativas. Essencialmente, esses estudos buscam medir e avaliar o núcleo e a dispersão da produção técnico-científica, fornecendo indicadores de uma realidade específica. As unidades de análise desses estudos variam de acordo com o tipo de abordagem, podendo ser quantitativos e qualitativos.


Os trabalhos de cunho quantitativo se orientam para a mensuração, descrição e avaliação do núcleo e dispersão de uma população (autores, instituições, periódicos, artigos de periódicos, citações, temáticas, recortes temporais e seus desdobramentos) através da informação registrada e disponível nos diversos estoques de informação. Utilizam-se dos métodos métricos da informação (bibliometria, cienciometria, infometria, webometria e outros) e têm como objetos de estudo, as referências contidas no final das contribuições científicas. Alguns trabalhos sob esta ótica podem ser encontrados em Braga, 1973; Carvalho, 1975; Carvalho, 1976; Lima, 1984; Cunha, 1985; Foresti, 1990; Pittella, 1991; Noronha, 1998 e Mostafa e Máximo, 2003.


Já os trabalhos de perspectiva qualitativa se orientam para a observação e o entendimento de questões comportamentais e situacionais (hábitos, motivos, particularidades, fenômenos e outras questões) de uma população, ligadas à produção e uso da informação registrada no universo científico. As citações realizadas ao longo de um texto são as unidades de análise desses estudos e os métodos utilizados estão ligados às ciências humanas (fenomenologia, hermenêutica e outros). Poucos estudos sobre essa perspectiva foram realizados, sendo o trabalho de Brambilla, Vanz e Stumpf (2005), o único encontrado.


No entanto, a sistematização apresentada se apóia na intersecção das duas abordagens, acreditando que uma complementa a outra. O conhecimento quantitativo se propõe a descrição de objetos através do tratamento de suas propriedades em forma de números (neste caso a medida). Por sua vez, o conhecimento qualitativo busca compreender e explicar contextos a partir de objetos que de alguma forma foram descritos (Granger, 1989). Percebe-se então, que as duas perspectivas estabelecem relações de completude, sendo uma a continuidade da outra, alimentando e retroalimentando o ciclo de conhecimento produzido.


Evidenciadas as distinções entre as unidades de análise dos estudos de citação, este artigo se deterá às referências e suas indicações em textos científicos, tendo como foco a perspectiva quantitativa dos estudos de citação.

As referências e os estudos de citação
Ao se realizar um estudo de citação de perspectiva quantitativa, uma situação que se apresenta como fundamental é que as unidades de análise (as referências contidas nos textos) estejam representadas e organizadas de forma consistente. Kobashi e Santos (2006) expressam que em qualquer tipo de estudo métrico da informação, as categorias presentes no conjunto de dados devem estar organizadas de forma que representem o contexto a ser explicado.


Essas categorias se aproximam por "semelhanças de famílias" (Wittgenstein citado por Kobashi; Santos, 2006), descrevendo os elementos constitutivos presentes nas bases de dados. Os estudos métricos da informação, assim, buscam proporcionar o conhecimento do comportamento de uma propriedade em relação à outra já conhecida, através de unidades isoladas que, a partir de uma coletividade, apresentem a totalidade dos dados por indicações confiáveis e representativas da realidade.


As novas abordagens de estudos realizados se distanciam das outras realizadas anteriormente, uma vez que as análises das estruturas de informação são conduzidas segundo técnicas e parâmetros específicos para a formação dos conjuntos. Logo, fica evidente que a organização e representação da informação exercem papéis determinantes na composição e descrição dos objetos de análise dos estudos métricos na concepção aqui adotada.


Café e Bräscher (2008) apontam que a descrição da informação em bases de dados é uma das atividades fundamentais, tanto para a recuperação da informação quanto para os estudos métricos. Ao se referir a execução dos estudos métricos, as autoras esclarecem que as descrições devem agrupar por semelhanças e separar por diferenças, direcionando-as à informação (conteúdo) e ao documento (suporte físico), através de linguagens específicas. Destacam ainda que existem registros na literatura especializada sobre os problemas no desenvolvimento desses estudos, quando as categorias de informação não estão descritas de forma satisfatória nas bases de dados.


Santos e Kobashi (2007), Oliveira (2008) e Silveira (2008) também alertam para a questão da organização e descrição das estruturas de informação para aplicações métricas. Os autores registram que para desenvolver seus estudos necessitaram organizar novas bases de dados, e ainda descrever as categorias de informação segundo os objetivos traçados por suas pesquisas. Dessa forma, fica evidente como as descrições físicas e de conteúdo atribuídas às estruturas de informação orientam e asseguram a eficácia dos estudos métricos da informação.
Segundo a NBR 6023 (2002) uma referência deve possuir os elementos essenciais e os opcionais. Esses elementos devem trazer dados da estrutura de uma fonte de informação utilizada num texto para que esta possa ser recuperada por outros. Por sua vez, esses dados devem ser redigidos de forma criteriosa e ordenada conforme determina a norma em questão.


Entretanto, a situação desejável sobre as indicações das referências nos textos científicos não é a que se observa na prática. As indicações de autoria, título de periódico, ano de publicação e outras, são realizadas de diversas formas, o que dificulta a principal função de uma referência que é a de fornecer o conhecimento de uma fonte de informação para fins de recuperação (Noronha; Ferreira, 2003). Desse modo, é possível observar a seguir reflexões referentes às indicações dos principais elementos contemplados pelos estudos de citação.

As referências e os estudos de citações: situações e reflexões
Os exemplos que serão apresentados foram coletados durante a pesquisa desenvolvida, tendo como corpus as referências dos artigos (artigos, artigos de revisão e relatos de experiência) veiculados pelo periódico Ciência da Informação, de 1995 a 2005. As unidades de análise que compõem a análise são: autoria, título de periódico, ano de publicação e natureza da fonte de informação.
O primeiro tópico versa sobre o registro da indicação de autoria nas referências.

BARRETO, A.
BARRETO, A. A.
BARRETO, A. de A.
BARRETO, Aldo.
BARRETO, Aldo de A.
BARRETO, Aldo de Albuquerque.

O exemplo mostra que diferentes autores fizeram diversas indicações para um mesmo autor. Em um estudo de citação, o autor em questão seria computado seis vezes ao invés de uma, aumentando a dispersão dos resultados e distorcendo uma realidade específica. Estudos que são realizados de forma manual conseguem minimizar tais efeitos, uma vez que o pesquisador pode alterar para a entrada preferida do autor que fora citado. Nos estudos automatizados esta situação é crítica, pois os programas não reconhecem as entradas, gerando contagens para o número de possíveis entradas para o mesmo autor no conjunto de registros.

PINHEIRO, L. V. R. (Lena Vânia Ribeiro Pinheiro)
PINHEIRO, L. V. R. (Lúcio Valber Rosset Pinheiro)

O caso seguinte apresenta uma entrada de autoria igual para autores distintos. A norma que trata sobre referências admite a abreviação dos nomes e prenomes de um autor, sem estabelecer um artifício que permita a identificação de autores conforme o exemplo mostrado. A situação acima demonstra que um dos autores não receberia os créditos de sua contribuição à ciência, propiciando uma visualização da realidade de forma distorcida.

 

O caso em questão foi detectado no instante da coleta de dados, quando foram capturadas as referências nos artigos. Depois disso, optou-se pela escolha de nomes, prenomes e sobrenomes por extenso nas entradas, como forma de diminuir a dispersão dos resultados.
Todavia, registra-se aqui que a abreviatura de nomes e prenomes foi um fato observado com forte incidência na maioria das indicações de referências realizadas pelos autores em suas contribuições. Outro fato curioso foi a falta de sistemática nas indicações, pois em algumas indicações feitas por um autor, os nomes e prenomes, ora foram abreviados ora foram redigidos por extenso.

ROCHA, Maria Mercedes Otero
OTERO, Maria Mercedes Dias Ferreira

O próximo exemplo mostra um caso de uma pesquisadora que possui diferentes entradas. Mostra uma das muitas deficiências do sistema de comunicação científica que aceita (e legitima) a ausência de critérios, que começa no momento da submissão de artigos. Para um estudo de citação, várias entradas para um mesmo autor dificultam o controle das entradas, trazendo conseqüências no ranking total dos autores mais produtivos, deturpando assim a compreensão da realidade a ser descrita.

NORONHA, Daisy Pires et al. (4 autores no total)
CINTRA, Anna Maria Marques et al. (4 autores no total)
STUMPF, Ida Regina Chittó et al. (5 autores no total)

Este exemplo mostra a supressão de autores em uma indicação de referência. A norma específica (NBR 6023, 2002) recomenda que um texto com três ou mais autores, o autor de um texto deve indicar o primeiro autor seguido da expressão latina et al (e outros). Para um estudo de citação, esse tipo de indicação é excludente, tornando-se assim, injusta entre todas as formas de indicação, uma vez que os autores que “entram” no et al, não são contabilizados por sua contribuição e, conseqüentemente, deixam de receber seus créditos como personagem científico. Como efeito, os estudos encobrem parte de uma realidade, no mesmo instante que comprometem a validade de seus resultados.

JASIS
Journ. Amer. Soc. Inf. Scien. (JASIS)
Journal of the American Society for Information Science (JASIS)



ARIST
Ann. Rev. Inf. Scien. Tech. (ARIST)
Annual Review of Information Science and Technology (ARIST)



CACM
Communications of the ACM (CACM)


CI
Ci. Inf.
Ciência da Informação

O exemplo acima contempla os títulos de periódicos, suas abreviaturas e siglas. A norma de referências expressa que a indicação do título de um periódico pode ser feito por extenso, como também pela abreviatura (NBR 6032/1989). As abreviaturas dos títulos de periódicos representam o mesmo problema que as abreviaturas de nomes e prenomes de autores em um estudo de citação. Quando não confundem, impossibilitam a identificação do título de periódicos, trazendo inconsistências e distorções nos resultados.


Alguns periódicos, por seu impacto na comunidade e por outras questões, ficam conhecidos por siglas que o destacam e o particularizam. Os dois primeiros exemplos expressam esta situação e não comprometem os resultados, pois não se confundem com outros. No entanto, algumas siglas além de se referirem a títulos de periódicos pouco conhecidos, se confundem com outras siglas que possuem outros propósitos.


O terceiro exemplo ilustra um periódico de pouco impacto na comunidade brasileira, que ora é citado por extenso ora por uma sigla. Porém, identificar as formas de indicação de um título de periódico é mais fácil que o de um autor, pois muitos periódicos possuem versão eletrônica, o que facilita a identificação do título por extenso. Mesmo assim, essa identificação atrapalha e onera o desenvolvimento de um estudo de citação.


O último exemplo mostra o emprego errôneo de uma sigla e uso de uma abreviatura. A sigla em questão é usada para abreviar o termo Ciência da Informação, artifício utilizado por muitos pesquisadores da área. Ao fazer isso na indicação de uma referência no espaço dedicado ao título de periódico, torna não só a coleta de dados difícil, mas também perda de tempo na padronização dessas siglas para a entrada preferida no estudo. Sobre a abreviatura Ci. Inf., as considerações sobre ela são as mesmas realizadas anteriormente neste texto, ou seja, elas aumentam a dispersão das informações, distorcendo a explicação de uma realidade.

1981?
[2000]
[199-]
[199-?]
[s. d.]

As considerações dos exemplos acima se voltam para as indicações de ano de publicação das fontes citadas. São registros de datas de publicação prováveis e não identificadas encontradas nas referências coletadas no estudo de citação realizado. Esses registros são algumas das indicações encontradas durante a coleta, e que dificultaram a interpretação e apresentação dos resultados, como também impossibilitou o conhecimento da idade média das citações, cálculo este muito relevante para a ciência de um modo geral.


Indicações de datas com colchetes, hífens e sinais de pontuação só prejudicam o desenvolvimento e a explicitação dos resultados, e ainda o cálculo da idade da literatura citada. Este último é importante porque dele pode-se conhecer o comportamento, a distribuição e a incidência das citações em determinados períodos e contextos.


No estudo desenvolvido, constatou-se que mais de 25% do conjunto de citações analisadas continham indicações de datas com colchetes e outros sinais. Diante da situação, optou-se pela não realização do cálculo de vida média, pois o número de indicações realizadas de forma não desejada (para estudos de citações) superou ¼ do conjunto total.

MIENTZ, Richard. Public Knowledge Project. Disponivel em: <http://www.pkp.ubc.ca>. Acesso em: 24 jul. 2004.

O exemplo mostra a indicação de referência de uma página da internet. A indicação ilustrada obedece aos parâmetros determinados pela norma específica de referências, apresentando os elementos essenciais para sua identificação: autor, título, endereço da URL e data de acesso. Contudo, os elementos tidos como essenciais não atendem as necessidades de um estudo de citação. Data de acesso não representa data de publicação e, desconsiderar essa afirmativa é levar o estudo a apresentação dos resultados incorretos e distorcidos.


A efemeridade e falta de autoridade das páginas de internet são questões muito discutidas no âmbito da ciência. Nessa discussão, vez ou outra a data de publicação de uma página de internet é evocada e discutida com colocações pertinentes. É por essas e outras questões que boa parte da comunidade científica considera que citações a esses documentos devem ser feitas com ressalvas, privilegiando sempre fontes de informação que gozem de autoridade. Logo, a data de publicação para um estudo de citação é uma unidade de análise importante e não deve ser confundida com data de acesso, e assim gerar indicadores confiáveis e representativos de um contexto. Entretanto, essas fontes de informação não podem ser ignoradas, pois a pesquisa desenvolvida detectou que a incidência delas aumenta significativamente a cada ano.

Considerações finais
Um estudo de citação, independentemente do seu tipo de abordagem, é uma contribuição científica para a representação e explicação de uma realidade. Trabalha com dois elementos científicos indissociáveis (citação e referência), objetivos específicos (questões objetivas e subjetivas da informação registrada) e métodos distintos (bibliometria, cienciomentria, fenomenologia).


Os estudos de citação de cunho quantitativo trabalham com as referências realizadas no final de textos científicos, com questões objetivas da informação científica e utiliza métodos métricos. Oferecem representações que explicam a dinâmica construída por uma população, enfocando na exposição do núcleo e da dispersão do conjunto de informações.


Para representar um contexto, as unidades de análise dos estudos de citações devem estar organizadas de forma consistente, aproximando-se por semelhanças através de estruturas com a mesma finalidade dentro do conjunto de dados a ser explorado. No caso em questão, as referências de um texto científico é que devem se apresentar de forma criteriosa e ordenada para facilitar o desenvolvimento e exposição dos resultados.
Diante de um panorama desfavorável sobre as diversas formas de indicações das referências, a presente contribuição tece as seguintes sugestões:

 

• Sobre a autoria, a sugestão mais enfática é que as indicações devem ser feitas por extenso. Como mostrado, abreviaturas, supressões de prenomes e indicações de autoria de várias formas podem ocasionar muitas distorções na apresentação dos resultados, além de provocar injustiças com os pesquisadores que contribuíram com a ciência. A reflexão deste tópico também é válida para a indicação de títulos de periódicos;
• Os autores devem ser mais criteriosos na escolha da indicação de sua assinatura em textos científicos. Aconselha-se que sua assinatura deve ser única e definitiva durante a sua vida acadêmica, para assim assegurar os créditos de suas contribuições científicas;
• As indicações de fontes com mais de três autores, em que se utiliza a expressão latina et al, comprometem os estudos de citação, uma vez que os autores suprimidos pela expressão não recebem os créditos por sua contribuição. Sugere-se que seja feita a indicação de todos os autores, independentemente de quantos forem para proporcionar maior confiabilidade a esses tipos de trabalhos;
• As indicações de ano de publicação de um documento também devem ser realizadas de forma mais rigorosa. O registro de datas desconhecidas e décadas e anos prováveis deve ser substituída por outro tipo de indicação. Da forma como a indicação é realizada, os estudos de vida média da literatura citada são afetados, inviabilizando o conhecimento de questões ligadas ao ciclo de produção, disseminação e uso da informação. Para solucionar essa questão, sugere-se uma discussão mais profunda das instâncias responsáveis pela elaboração das normas documentárias, tendo em vista não somente a recuperação da informação, mas também os estudos de citação;
• A indicação de documentos em meio eletrônico (páginas de internet) devem ser mudadas rapidamente. Os elementos tidos como essenciais não oferecem os dados suficientes para uma recuperação satisfatória, como também prejudica o desenvolvimento de estudos de citações. Como registrado, a indicação desses documentos só crescem e a tendência é que continuem a crescer, necessitando assim de uma intervenção mais completa para sua indicação em listas de referências, por parte das instâncias responsáveis. Sobre este assunto, não se apresenta sugestão, pois reflexões sobre a temática ainda continuam a serem feitas.


Portanto, espera-se que este texto possa contribuir para a reflexão da comunidade que se dedica ao tema, acreditando que as questões apresentadas refletem inquietações dos estudiosos da área. Deseja-se a sensibilização da comunidade para as suas indicações de referências, fazendo com que o benefício seja mútuo, tanto dos contribuem com a ciência, como também aos que realizam trabalhos desse porte.