Tradução para o português de Maria Carmelita Pádua
Dias
ISBN 8571107394
Jorge Zahar Editor, 1ª Edição - 2003 - 232 págs.
O que têm em comum um formigueiro, o cérebro humano, as
cidades e os modernos softwares? Todos são exemplos de sistemas
auto-organizados que privilegiam as seqüências, em detrimento
da lógica e nos quais se dispensa a presença de um controle
centralizado para haver ação. Surgem de um nível de
elementos relativamente simples em direção a formas de comportamento
mais sofisticados e por isso são chamados sistemas emergentes.
Johnson supera a tradicional divisão entre cultura e tecnologia
ao retomar o cruzamento histórico desta com a arte e a mente. Além
disso, mostra como a interface do ciberespaço influencia a vida
moderna e reflete suas principais características; compara o papel
das redes tecnológicas ao dos romances do século XIX - por
tornar as mudanças da sociedade compreensíveis para quem
as vive. A nova linguagem é apenas uma maneira de tornar mais
acessível a complexa rede de informações ao nosso
alcance. Em estilo claro e original, este livro confere nova profundidade
à discussão vital sobre como a tecnologia transformou a sociedade.
Traça no livro uma breve história dos sistemas emergentes
como sendo aqueles que dispensam o controle centralizado e se auto-organizam
de baixo para cima . Analisando os pensadores que contribuíram para
construção desta teoria, no terreno da biologia, da
biofísica, do urbanismo e do design de softwares e
jogos para computador, o autor traça uma gênese do comportamento
emergente, que entende abranger desde crianças com a habilidade
de controle mediado pelos novos softwares até os movimentos
dos agregados organizados antiglobalização
Apoiado nas analogias do mundo biológico e cultural, o autor
antecipa o que seria uma revolução da interatividade quando
o controle da tecnologia mudaria das mãos dos engenheiros de softwares
para os usuários dos sistemas complexos e da informação
gerada por eles.
Johnson combina insight e prosa envolvente para realizar o que
muitos autores não conseguem: fazer com que o leitor se sinta inteligente,
fornecendo a ele novos instrumentos com os quais compreender a tecnologia.
Steven Johnson foi citado como um dos mais influentes pensadores do ciberespaço
pelas publicações 'Newsweek', 'New York Magazine'
e 'Websight' e 'Wired'. É editor-chefe e co-fundador
de 'Feed', a premiada revista cultural online. Graduou-se
em semiótica pela Brown University e em literatura inglesa
pela Columbia University.
Recensão composta com trechos do livro e de sua exposição por Aldo de Albuquerque Barreto