Resumo: Coleções etnográficas
são constituídas por testemunhos materiais de diferentes
grupos sociais, preservadas em reservas técnicas de museus e universidades.
Testemunhos que possuem valor documental, histórico e simbólico
por expressarem a realidade material de uma determinada cultura, além
de proporcionarem a leitura das transformações ocorridas.
O valor das coleções é reconhecido não apenas
pelos estudiosos, mas pelos produtores dos artefatos, na medida em que
é possível repassar às novas gerações,
através da socialização, o saber específico
que diz respeito à fabricação das peças, saber
este que não se resume ao saber técnico, mas referenciado
pelas origens mitológicas e cosmológicas dos objetos. Na
comunicação, trabalha-se dos artefatos das coleções
etnográficas sob a guarda da reserva técnica do Laboratório
de Antropologia Arthur Napoleão Figueiredo do Departamento de Antropologia
da Universidade Federal do Pará, como chave para desvendar significados,
reconhecer os sentidos dos artefatos, estabelecer a potencialidade de uso
e de comunicação museológica e científica,
conhecendo um pouco mais as inúmeras facetas da realidade amazônica.
Palavras-chave: Reserva Técnica; Coleções
Etnográficas; Identidade.
Abstract: Ethnographic collections are material
testimony of different social groups as artifacts are preserved in museum
and universities technical reserves. These testimonies have documental,
historic and symbolic value in that they express the material element in
a given culture. Moreover, they allow for the identification of changes
that may have taken place among such peoples. Reserachers and crafters
alike recognize the value of ethnographic collections. Those who produce
the artifacts pass onto the next generations knowledge and techniques applied
in the production of material culture. Their teachings are not restricted
to the technical aspects but also relate to the mythological and cosmologic
meaning of each object. Artifacts from the ethnographic collection kept
by the Anthropology Laboratory “Arthur Napoleão Figueiredo” at the
Anthropology Department of the Federal University of Pará (UFPA),
are here taken as means to reveal yet more meanings of the Amazonian
reality and to establish potential uses for museological and scientific
communication.
Keywords: Technical Reserves; Ethnographic Collections;
Identity.
Na Amazônia, no período colonial, passamos pela fase em que só existia o Brasil, que se recusava a conhecer o Brasil amazônico, pois as gentes brancas do sul acreditavam que por aqui nada se fazia de notável, reinava nestas paragens a selvageria anônima e bronca, estereótipos que justificavam ser este recanto, fardo difícil de carregar. Houve recusa em conceber, em pensar a história da Amazônia, sobretudo quando feita por amazônidas. Acreditava-se, e ainda, acredita-se, que não havia/há fontes, pois os nativos da Amazônia não escrevem, não produzem documentos e, portanto, do ponto de vista da história convencional, suas tradições eram indignas, sem credibilidade, pois só permitiam constatações etnográficas que apenas admitem urdir conjecturas (Moniot, 1976).
Com o passar dos anos, os argumentos que obcedavam a escrita da história foram sendo usados como elementos de legitimação, passando a ser invocados e exaltados, reforçando as diferenças, mas sem discutir a pluralidade. Foi o momento de esgarçamento das relações coloniais internas e externas. Passado o tempo dos “exageros” nós, os antropólogos, apresentamos testemunhos que podem ser o fiel da balança, posto que resultado de pesquisa de campo que atesta nossa história diversa e plural, as coleções etnográficas abrigadas pela reserva técnica[2] do Departamento de Antropologia da Universidade Federal do Pará. Reuniu-se testemunhos, como ensina Bloch (1993), durante 39 anos. Sob a guarda da reserva encontram-se documentos recolhidos desde a instituição da antiga cadeira de Etnologia Indígena da antiga Faculdade de Filosofia Ciências e Letras da Universidade Federal do Pará pelo Prof. Arthur Napoleão Figueiredo. Os testemunhos etnográficos, sobre os quais versa a presente comunicação, se constituem em um dos muitos acervos[3] existentes na Amazônia. O acervo mais conhecido, tanto pelo conjunto relevante de peças, como pela importância na instituição de uma Etnologia feita a partir da Amazônia, pertence ao Museu Paraense Emílio Goeldi.
As peças etnográficas que integram a Reserva Técnica do Laboratório de Antropologia Arthur Napoleão Figueiredo compõem conjuntos denominados: Etnologia Indígena, População Urbana/Cultos Afro-brasileiros, População Interiorana, conforme denominação conferida por seu primeiro curador[4].
O conjunto de peças denominado Etnologia Indígena é oriundo de 12 grupos indígenas, foi recolhido por quatro pesquisadores: Günther Protásio Frikel (Domingues-Lopes, 2002), Eduardo Enéas Gustavo Galvão (Gonçalves, 1996), Arthur Napoleão Figueiredo (Maués, 1999) e Anaíza Vergolino-Henry (Maués, 1999), num total de 731 artefatos.
As peças da coleção referentes à População Urbana/Cultos Afro-brasileiros foram recolhidas em Belém, a partir de 18 casas de culto afro-brasileiros e oito estabelecimentos comerciais, compondo um expressivo conjunto de 629 peças, coletadas por Arthur Napoleão Figueiredo e Anaíza Vergolino-Henry.
Os artefatos da coleção População Interiorana originárias do interior do Estado, coletadas na sede de diversos municípios, nas beiras de rios e estradas e de colônias agrícolas do Pará, totalizam 152 peças recolhidas por Arthur Napoleão Figueiredo, Anaíza Vergolino-Henry e Camillo Martins Vianna (Figueiredo, 1981).
Os artefatos acima referidos possuem um estatuto ímpar, como quer Le Goff (1993) pois revelam bem mais que a arte dos nativos da região. As peças da coleção permitem, quando estudadas,
Estudar os artefatos, sob a guarda da reserva técnica do
Departamento de Antropologia, significa inovar e renovar peças,
até então, “encerradas” num acervo que, vez por outra, deixavam/deixam
o confinamento para exposições temporárias no Brasil
e no exterior, momentos em que são, sempre, muito apreciadas[5].
(Re)contextualizar as coleções etnográficas, no momento
em que as identidades amazônicas explodem em meio a fluxos migratórios
internos e externos é nossa missão, pois a Antropologia deve
manter-se vigilante, atenta às tensões e ao dinamismo social.
Abrindo tesouros
As Reservas Técnicas são importantes para consolidar e fortalecer as ações de pesquisa e comunicação científica dentro de departamentos de instituições científicas, posto que é possível utilizar o acervo etnográfico para produzir e comunicar conhecimentos, especialmente quando os pesquisadores se dedicam a contextualizar os objetos existentes no acervo. É possível, ainda, tornar o acervo objeto de estudo por especialistas (tanto da instituição que é detentora do patrimônio, como por profissionais de fora da instituição) e não especialistas (produtores de artefatos, indígenas e não indígenas), aliás, neste caso, as peças permitem estabelecer um estreito intercâmbio entre estudiosos e produtores.
Mas, para colocar o acervo a serviço do público torna-se necessário classificar, descrever, desenhar e fotografar as peças, abrindo-o para mostras e comunicando resultados de pesquisa, através de produções didáticas, acadêmicas e de comunicação científica.
As coleções etnográficas da UFPA e das demais instituições, na Amazônia ou alhures, se constituem em dossiês sobre os processos educativos das sociedades nas quais as peças foram produzidas. Revelam o contexto histórico da produção, da coleta, e do espaço ocupado pelas reservas e/ou museus, além de exercerem fascínio sobre o público ao serem expostas, ou simplesmente apresentadas em atividades didáticas a quaisquer níveis, dentro e fora das Instituições.
Muitos são os liames que podemos entrever a partir das coleções
etnográficas, das magníficas diferenças apontadas
por Lévi-Strauss (1986), às perturbadoras assimetrias indicadas
por Geertz (2001), auxiliando-nos, sobremaneira, a discutir a questão
do etnocentrismo, desvendando quem somos, que rosto temos, que identidade(s)
nos atribuímos na Amazônia. Afora o fato dos “tesouros
reservados” permitirem um contato permanente no campo, facilitando a percepção
implícita e empírica da realidade social, identificando os
cenários de produção (aldeias, ribeiras, casas de
culto), as redes sociais estabelecidas (entre indígenas e não
indígenas, no campo ou na cidade), a herança (educação
pela experiência, pela tradição), os tempos míticos
e rituais de sociedades indígenas e não indígenas
(em festas e celebrações), articulando experiência
e pesquisa de antropólogos (e outros profissionais, dentre eles:
historiadores, restauradores, gestores de patrimônio) e de sujeitos
da pesquisa produzindo um diálogo intercultural, remetendo-nos à
melhor tradição antropológica, qual seja: fazer etnografia
e praticar o método comparativo articulando contextos urbanos e
rurais a partir das redes de migração (Niemayer & Godoi,
1998).
Interrogações e reflexões
Que leitura os antropólogos, os produtores culturais, os discentes e os leigos podem ter dos artefatos que fazem parte de coleções etnográficas? As coleções instigam nossa imaginação, forçando-nos a aprender e apreender o que está diante de nós, aí residindo a importância do estudo da diversidade exposta de forma intensa pelas peças que compõem as coleções.
Na Amazônia, temos que pensar a diversidade, os processos educativos e a história de forma bem diferente do que costumávamos fazer, pois exercitar a ciência no paraíso dos etnólogos, como diz Maués (1999), implica em descobrir outros caminhos inventando a Amazônia do ponto de vista dos nativos, sem desprezar o ponto de vista do outro, pois é dialogando e relativizando que se controla o etnocentrismo e se nuançam as diferenças.
Analisando textura, morfologia e cores resultantes do emprego de materiais tão diversos, observamos atentamente o contentamento do produtor ao ver um desenho, ao apanhar uma peça não mais fabricada, mas guardada na memória como relicário. O jogo das sensibilidades estabelecido no diálogo pesquisador/sujeito pesquisado pode e, de certo, despertará aspectos até então insuspeitos.
Não há inovação metodológica na proposta
de estudar coleções etnográficas, o que se diz parece
óbvio, mas fundamenta-se nos alicerces da disciplina, pois cuida
de trabalhar em gabinete, como ao final do século XIX, mas requer
trabalho de campo à moda de Malinowski, além de indicar diálogo
educativo, reunindo assim pesquisa como lastro de atividades que envolvem
ensino e, ao mesmo tempo, prática de extensão (serviços
voltados à comunidade), pois produtores e pesquisadores ao interagirem
podem “reaprender” a partir das peças depositadas na reserva, podem
produzir a recuperação das mesmas, na medida em que os produtores
ensinam como fazer o artefato e os pesquisadores pensam a conservação
e o registro do processo de produção.
Entre histórias
Ao trabalhar em reservas técnicas e com coleções etnográficas o pesquisador pode escolher diversos caminhos. Ao tentar colocar o acervo a serviço do público o pesquisador classifica, descreve, desenha e fotografa as peças para produzir inventários, catálogos entre tantas outras comunicações de resultados. Estas tarefas são fundamentais no que diz respeito à documentação do acervo sob a guarda de uma Instituição, mas as ações não se encerram no registro. Aliás, mesmo sem registro, as coleções podem ser estudadas. É interessante ressaltar que colecionar objetos é prática humana antiga registrada ao longo da história. As coleções talvez tenham “... origem no desejo ambicioso de acumular artefatos da mesma natureza ou um conjunto de itens que guardem alguma relação entre si, ...” (Mendes et al., 2001: p. 11). E, também, não é demais lembrar que as coleções não surgem apenas a partir de prática de pesquisa, os objetos são colecionados sob as mais diversas razões: identitárias, sentimentais, econômicas entre outras e, no geral, são vistas como relíquias.
No caso do Laboratório de Antropologia Arthur Napoleão Figueiredo o registro foi executado e as próprias coleções foram constituídas a partir de pesquisas desenvolvidas por profissionais da Instituição ou a ela associados. Entretanto, mais recentemente, as coleções começaram a ser estudadas “em si”, oferecendo excelente material empírico para reflexão e contextualização de objetos coletados na segunda metade do século XX. Nesta, nova perspectiva, encaixam-se os trabalhos de Domingues-Lopes (2002) Lacerda-Lima (2001, 2002 e 2003), anteriormente citados.
Quanto a Domingues-Lopes (2002) o estudo foi além da Coleção Etnográfica Xikrín do Cateté não apenas por tentar contextualizá-la, mas sobretudo, pela possibilidade de, estando entre os Xikrín do Cateté, poder observar e documentar o uso de 60% dos artefatos da coleção no quotidiano da aldeia e em momentos rituais.
Lacerda-Lima (2001, 2002 a, b) também trabalha para além das coleções. Durante o período que desenvolve atividades junto ao grupo de pesquisa Cidade, Aldeia e Patrimônio desenhou 41 peças das coleções etnográficas sob a guarda do Laboratório. Para realizar suas atividades buscou transitar entre as observações, nem sempre pertinentes, de viajantes e naturalistas do século XIX, e as aldeias Juruna (Boa Vista) e Suruí/Aikewára (Área Indígena Sororó) para melhor descrever e reproduzir, via desenhos, os objetos Xikrín e Juruna. No momento, a bolsista prepara catálogo da Coleção Etnográfica Juruna como resultado de seu trabalho de IC.
É possível também, em se tratando de coleções etnográficas produzir outros cortes. Exemplificando, pode-se tomar coleções de objetos de uma dada categoria de artefato pertencente a determinado grupo, abrigadas em mais de uma instituição. É o trabalho executado por Carlos Eduardo Chaves que estuda armas entre os Tiriyó a partir de coleções etnográficas sob a guarda do Museu Paraense Emílio Goeldi, que incorporou ao seu trabalho as armas Tiriyó coletadas por Protásio Frikel sob a guarda do Departamento de Antropologia. A justificativa do autor é que as flechas, encontradas na reserva técnica da UFPA não possuem exemplares similares no Museu Goeldi, pois as flechas sob a guarda da UFPA apresentam-se como testemunho de contato interétnico, suas pontas foram confeccionadas em ferro.
Utilizar a mesma categoria de artefato para realizar estudo, também, oferece ao pesquisador a chance de discutir comparativamente tanto a confecção de objetos, como a utilização do mesmo por diversos grupos e ainda demonstrar a circunscrição territorial do artefato. No momento, Beltrão, Domingues-Lopes e Mastop-Lima (2002 a,b,c) buscam compreender as noções de brincadeira e de lazer a partir da Antropologia, utilizando, como recurso de apresentação, a multiplicidade de formas de brincar às margens do rio Tocantins no Pará.
Discute-se brincadeira, enquanto conceito nativo prenhe de significados, em contraponto a lazer, noção acadêmica, que norteia formulação de políticas públicas voltadas para a “produção do lazer”. Usam-se situações empíricas e registros encontrados na literatura antropológica, tendo as populações indígenas e não indígenas que habitam as margens do Tocantins, na cidade ou no campo, como referência. Brincadeira e lazer são tomados como “fazer humano”, cultura compreendida em seu sentido mais amplo, experiência vivida em tempo e espaço construídos historicamente.
Para os propósitos traçados, realizou-se levantamento de todos os artefatos, considerados brinquedos, na reserva técnica do Departamento de Antropologia[6]. Após o inventário dos brinquedos, processou-se a descrição dos objetos e o registro de seus usos na literatura e em campo. Na literatura recorreu-se às etnografias sobre grupos indígenas do Tocantins e aos viajantes e naturalistas do século XIX e, em campo, aproveitou-se da convivência mantida pelas autoras com os Suruí/Aikewára e Xikrín do Cateté e populações urbanas e rurais dos municípios de Marabá e Bom Jesus do Tocantins.
Pelo exposto, percebe-se que infinitas são as possibilidades de trabalhar o patrimônio cultural representado pelas coleções etnográficas. Mas estas não são as únicas histórias possíveis de serem contadas. Deixo a cargo dos interlocutores a discussão de outras possibilidades de acordo com o patrimônio, a forma de colecionar, entre outros cortes para conhecer, no detalhe, a cultura de populações amazônicas e as faces escondidas de suas identidades.
[1] Comunicação apresentada e discutida em seminário
aos discentes do Mestrado em Gestão do Patrimônio do Instituto
Goiano de Pré-História e Antropologia (IGPA) da Universidade
Católica de Goiás (UCG), em 30 de maio de 2003, em Goiânia
– Goiás – Brasil. A proposta que dá origem à comunicação
foi aprovada, como projeto de pesquisa, dentro do PNOPG/CNPq. Sobre
o assunto consultar: BELTRÃO, Jane Felipe et al. Coleções
etnográficas: testemunhos da educação, história
e registro da diversidade na Amazônia. Belém, UFPA, 2000
(mimeo).
[2] Chama-se reserva técnica ao espaço onde, no Laboratório,
se acondiciona e conserva as coleções etnográficas
pertencentes à Instituição. Os testemunhos lá
depositados são documentos ativos, em constante movimento entre
exposições temporárias, empréstimos e pesquisas
tanto no passado, como no presente, por intermédio da ação
do grupo de pesquisa Cidade, Aldeia e Patrimônio.
[3] Denomina-se acervo o conjunto das coleções etnográficas
pertencentes ao Laboratório que, são vistas como documentos
ativos e integrados às atividades quotidianas da Instituição.
[4] Sobre o assunto, consultar: FIGUEIREDO, Arthur Napoleão.
As coleções etnográficas da Universidade Federal
do Pará. (Catálogo) Belém, DEAN/UFPA, 1981. (mimeo).
Diferentemente, do acervo pertencente ao Museu Paraense Emílio Goeldi
(MPEG) tombado junto ao Instituto do Patrimônio Histórico
e Artístico Nacional (IPHAN), as coleções trabalhadas
são tombadas, unicamente, como patrimônio pertencente à
UFPA. Atualmente, a equipe do projeto Coleções etnográficas:
testemunhos da educação, história e registro da diversidade
na Amazônia, sob minha supervisão, realizou inventário
do acervo com vistas ao tombamento, como patrimônio cultural.
Sobre o assunto, conferir: DOMINGUES-LOPES, Rita de Cássia et
al. Coleções etnográficas: Etnologia Indígena,
População Urbana/Cultos Afro-brasileiros e População
Interiorana. Belém, UFPA, 2003 (mimeo).
[5] Por ocasião das exposições temporárias
os visitantes, ao assinarem o livro de registro, não deixam de apor
comentários sobre os “tesouros resplandecentes” pertencentes à
UFPA. Segundo informações de Marilú Marcia Campelo
os praticantes de cultos afro-brasileiros lembram, ainda hoje, de exposição
realizada no Museu da UFPA quando não apenas as peças foram
expostas, mas seus usuários tiveram oportunidade de admirá-las
e de demonstrar a utilização das mesmas em momentos de festa,
além de vê-las admiradas e compreendidas por terceiros.
[6] Foram encontrados 20 brinquedos, que segundo a classificação
estão inseridos na categoria objetos rituais, mágicos
e lúdicos, referentes a quatro grupos indígenas: Anambé,
Suyá, Trumai e Xikrín. O levantamento foi realizado
pela antropóloga Rita de Cássia Domingues-Lopes.
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DOMINGUES-LOPES, Rita de Cássia. Desvendando significados: contextualizando
a Coleção Etnográfica Xikrín do Cateté.
Dissertação de Mestrado em Antropologia/UFPA, Belém,
2002 (mimeo).
__________________, Rita de Cássia et al. Coleções etnográficas: Etnologia Indígena, População Urbana/Cultos Afro-brasileiros e População Interiorana. Belém, UFPA, 2003 (mimeo).
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DEAN/UFPA, 1981. (mimeo).
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Sobre a autora / About the Author:
Jane Felipe Beltrão
jane@ufpa.br
Antropóloga e historiadora, professora junto ao Departamento
de Antropologia (DEAN) do Centro de Filosofia e Ciências Humanas
(CFCH) da Universidade Federal do Pará (UFPA).
Líder do Grupo de Pesquisa/Plataforma CNPq Cidade, Aldeia
e Patrimônio.
Endereço: Av. Conselheiro Furtado, 3434, apto. 203 A; Bairro
do Guamá; 66.073-160 – Belém – Pará – Brasil.