Resumo: O presente artigo discute os periódicos
científicos eletrônicos a partir das novas estratégias de visibilidade da
ciência na web. A análise integra a pesquisa Os elementos comunicacionais dos
periódicos científicos e a relação com os suportes impressos e on-line, que
desenvolve um estudo-piloto na Universidade Federal do Rio Grande do Sul
(UFRGS). Discorre sobre a visibilidade, por meio de links, metadados, portais e
arquivos abertos, como condição vital para a qualidade e credibilidade das
publicações científicas e para o trabalho de pesquisa. Aponta impasses e lacunas
presentes na convivência e transição dos suportes impresso e eletrônico.
Palavras-chave: Periódicos científicos eletrônicos;
Visibilidade dos periódicos científicos; Periódicos da UFRGS; Metadados; Acesso
Aberto; Comunicação científica.
Abstract: The present article discusses the electronic
scientific journals from the perspective of the new strategies of visibility of
science in the web. The analysis is part of the research “The communicative
elements of the scientific journals and the relationship with the printed and
on-line environments”, which develops a pilot study at the Federal University of
Rio Grande do Sul (UFRGS). It argues about visibility, through links, metadata,
portals and open files, as the vital condition to the quality and credibility of
scientific publications and to the research work. It points out impasses and
gaps which are present in the co-living and transition of printed and electronic
means.
Keywords: Electronic journals; Visibility of scientific
journals; UFRGS’ journals; Metadada; Open Acess; Scholarly communication.
Introdução
Dentro do ciclo produtivo da ciência, o periódico científico mantém-se como o
principal veículo de comunicação formal dos resultados de pesquisas originais.
Instrumental qualitativo, reproduz as sanções e exigências próprias do campo
científico, aponta o grau de evolução de cada área de conhecimento, estabelece a
propriedade intelectual, legitima novos campos de estudos, é um índice nos
sistemas de julgamento e distribuição de verbas para a produção científica.
A adoção crescente de tecnologias eletrônicas tem interferido nos processos formais de comunicação da ciência, reorganizando procedimentos arraigados em séculos de cultura do papel. A passagem do impresso, com seus fascículos lineares e fechados de informação, para o fluxo contínuo do suporte on-line (Meadows, 2001), desencadeia novas estratégias de busca pela visibilidade e prestígio em um campo especializado e competitivo.
A partir dos três níveis hierárquicos propostos por K. Subramanyam (1980) [3]
para a literatura científica, Weitzel (2006) situa os novos protagonistas do
cenário tecnológico e de iniciativas como os arquivos abertos e o movimento pelo
acesso livre aos resultados de pesquisas financiadas com recursos públicos.
Fontes primárias, segundo tal classificação, são as publicações científicas
on-line, entre elas as revistas, em que novos conceitos são registrados e
disseminados. Fontes secundárias, derivadas das primárias pelo processo de
reempacotamento e compactação, são os repositórios temáticos e institucionais
formados por coleções de documentos digitais. Por fim, as fontes terciárias,
geradas por um segundo processo de representação (secondary surrogation) da
literatura secundária, constituídos pelos portais, provedores de dados e
serviços que agrupam conteúdos de vários repositórios e facilitam a busca pelo
texto completo a partir de metadados (Weitzel, 2006).
O presente artigo busca lançar luz às configurações do periódico científico
eletrônico, que constitui parte substancial das fontes primárias. As discussões
pertinentes a esta área de estudo serão aplicadas no corpus da pesquisa Os
elementos comunicacionais dos periódicos científicos e a relação com os suportes
impresso e on-line: estudo-piloto na Universidade Federal do Rio Grande do Sul
(UFRGS).[4]
A investigação problematiza a eficácia comunicacional gráfica e editorial dos periódicos científicos editados pelas áreas de Ciências Humanas; Ciências Sociais Aplicadas; Lingüística, Letras e Artes, publicados entre 2003 e 2004 nesta Universidade. Percebe-se no conjunto de 23 títulos a inevitável migração do suporte tradicional impresso para o eletrônico, sinalizando impasses e lacunas desta transição, assim como as novas estratégias de visibilidade do conhecimento.
O conceito de periódico eletrônico abrange diversas categorias, desde os
híbridos disponíveis nos dois formatos – em que o impresso se prolonga até o
meio eletrônico, trazendo para o novo suporte uma tradição já construída (Kling
e MC Kim, 1999), como também os exclusivamente eletrônicos. Ornelas e Arroyo
(2006) definem a revista acadêmica eletrônica como uma publicação arbitrada,
criada, produzida e editada em hipertexto com versão única digital difundida
pela Internet, com características estritamente científicas. Adota-se aqui o
entendimento de periódico científico eletrônico como aquele em formato digital
disponível on-line, que adota padrões de cientificidade, é de responsabilidade
de instituições afins (universidades, sociedades e órgãos de pesquisa, entre
outros), independentemente se possui uma versão impressa ou não.
Avaliação de periódicos científicos
Em fase de consolidação, o processo de edição e publicação on-line abrange
aspectos particulares vinculados ao suporte como a disponibilidade de acesso,
resgate das informações, critérios de interatividade e navegabilidade. Estes,
contudo, devem seguir parâmetros balizados pela tradição e legitimidade do
impresso: apresentar política editorial, possuir conselho editorial, uma
rigorosa revisão de qualidade (peer review), dedicar-se a uma área específica,
manter edições regulares, ter ISSN, apresentar instruções aos autores, não ter
caráter departamental, para citar alguns.
A avaliação de periódicos é tema de pesquisas desde 1960, envolvendo parâmetros
para dimensionar a qualidade das informações registradas. O estudo realizado por
Kryzanowski e Ferreira (1998), que considera os periódicos sob os aspectos de
forma e mérito (desempenho e conteúdo), atualmente serve como referência para a
Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior –
CAPES – do
Ministério da Educação – MEC – para a classificação das publicações.
O Sistema
Qualis[5] avalia anualmente os periódicos de diferentes áreas em categorias A, B
e C dentro dos âmbitos local, nacional e internacional.
A emergência dos periódicos eletrônicos, contudo, está provocando uma revisão
das tabelas de avaliação até então aplicadas e construídas a partir de
impressos. A diversidade na apresentação das revistas nacionais eletrônicas
Qualis A e B levou a equipe do Portal de Periódicos da
CAPES a recomendar aos
editores uma padronização das informações básicas, tendo como referências o
projeto SciELO e sistema
SEER[ 6 ]
Sarmento e Souza;Sarmento e Souza;
Foresti e Vidotti (2004)
elaboraram um protótipo específico para a publicação eletrônica que abrange
normalização (existência de ISSN e DOI, endereço eletrônico, instruções
específicas para os autores quanto ao meio digital); duração; periodicidade;
indexação; difusão (número de acessos por fascículo e por artigo); sistema de
navegação; sistema de rotulagem; sistema de busca; conteúdo das informações;
usabilidade do site (interface, navegabilidade, funcionalidade, suporte); e
tipos de documentos.
Ele foi utilizado para análise de dois títulos da área de Ciências da Informação, disponíveis gratuitamente na Internet. Trzesniak (2006), por sua vez, definiu critérios de avaliação, tanto para impressos e eletrônicos, a partir de quatro dimensões de qualidade: técnico-normativa; finalidade de produto; qualidade de mercado; processo produtivo, destacando, no caso do eletrônico, aspectos essenciais como busca, preservação e metadados.
O grupo em trabalho na UFRGS encontra-se na fase final de elaboração de uma
proposta capaz de abranger tanto categorias comuns aos dois suportes, quanto
aquelas singulares, a fim de oferecer orientações para a avaliação de
periódicos. As duas tabelas em construção estão divididas em aspectos
estruturais como Edição e editoração (gestão editorial, política editorial,
projeto gráfico e editoração, normalização, textos), Difusão (publicação,
circulação) e Visibilidade (indexação, presença na Internet). O impasse, no
momento, encontra-se em como adequar no quesito Edição e editoração as
características específicas de arquitetura e navegação do suporte digital.
Busca, acesso e visibilidade da informação científica
A ampliação de recursos de armazenamento e disseminação de informação científica
passa pelo controle e incremento de seus fluxos. Diante da quantidade de
informações disponíveis para pesquisa, a racionalização dos processos de busca,
consulta e navegação é fundamental para evitar a sobrecarga cognitiva.
Se tomarmos como referência o
modelo de Ellis, [7] que trata do comportamento de
um pesquisador na localização de informações diferenciadas, observamos que essa
procura é contínua e permeia todas as etapas, desde o planejamento até a
apresentação dos resultados finais de uma pesquisa. Neste modelo, foram
definidas ações que não seguem uma seqüência ordenada, mas unificam a descrição
dos diversos momentos da busca de dados por um mesmo indivíduo. São elas:
iniciar, encadear, navegar, diferenciar, monitorar, extrair, verificar e
finalizar.[ 8 ]
Ao testar este modelo, buscando o impacto do periódico científico eletrônico na procura e uso de informações de pesquisadores de Biologia Molecular e Biotecnologia, Crespo (2005, p.63) detecta a amplitude de categorias como a de encadear, entendida até então somente como ligação entre referências de documentos citados. A partir das novas tecnologias, passa a configurar todas as ligações possíveis entre diversos tipos de documentos através de hiperlinks a citações, textos na integra, capítulos de livros, sites de instituições, entre outros.
Ocorre o mesmo com a categoria monitorar, quando o uso de recursos eletrônicos aprimora e simplifica a capacidade do pesquisador em acompanhar sua área a partir de ferramentas como avisos automáticos via e-mail. A autora acrescenta mais uma característica ao modelo, a ação de personalizar, comportamento identificado nos pesquisadores para facilitar a localização da informação. Nesse caso, Crespo (2005, p.108) sugere o aprimoramento do design de sistemas e serviços de informação, facilitando a personalização dos recursos de recuperação de dados.
Se, por um lado, o suporte eletrônico oferece condições para o desenvolvimento
de bibliotecas digitais, repositórios e periódicos científicos eletrônicos, de
outro, as diferentes formas de interação mediadas pelas tecnologias desafiam a
comunidade científica na sua apropriação, envolvendo valores e hábitos
arraigados pela cultura do impresso.
A noção de visibilidade, nesse contexto, passa ao primeiro plano; no caso dos
periódicos científicos, é estratégica no seu desenvolvimento editorial. Tal
condição apóia-se em duas dimensões principais: construir uma reputação de
qualidade e credibilidade em uma área de conhecimento e ser indexado em índices
de prestígio nacional e internacional. Um fator alimenta o outro e vice-versa,
pressionando o periódico, ao longo de sua evolução, a alcançar e manter a
condição de veículo preferencial e confiável para publicação, leitura e citação
sistemática de resultados originais de pesquisa. Trata-se de um círculo que
atualiza e, ao mesmo tempo, refrata determinada posição de uma comunidade
científica, de usuários que são seus próprios autores e leitores. (Packer
e Meneghini, 2006)
Se qualidade e credibilidade são características intrínsecas a uma publicação de
referência, sua visibilidade depende também da capacidade de ser acessado em
bases de dados e índices. Questões tecnológicas passam a ser determinantes na
localização das informações, geralmente realizada através de mecanismos de busca
e indexação. Para facilitar esse processo, associaram-se metadados aos
documentos, que são dados que descrevem informações sobre cada objeto. Estes têm
a função de facilitar a recuperação de informações eletrônicas, fornecendo meios
de identificação e organização, tornando possível a associação de fontes
diferenciadas e heterogêneas (Ferreira, Modesto;
Weitzel, 2006). É importante
destacar que, na descrição de recursos físicos, a padronização é o elemento
fundamental que viabiliza o intercâmbio de dados.
Identificação, descrição e intercâmbio de recursos eletrônicos
Na área acadêmica, onde a construção do conhecimento passa pela citação de
fontes, a identificação da literatura é fundamental. Um mesmo identificador
aponta para uma obra única, enquanto identificadores distintos constituem
publicações diferenciadas. Se tomarmos como referência periódicos científicos
que migraram do meio impresso para o eletrônico, vemos que estes detinham um
registro International Standard Serial Number (ISSN). Contudo, sua versão
on-line é considerada como uma outra obra, devendo possuir outro registro de
ISSN que indique sua edição eletrônica, ou seja, o e-ISSN, como observa-se na
nomenclatura do Portal de Periódicos da CAPES.[
9 ]
No ambiente de rede, em que o usuário pode consultar um documento citado a
partir do próprio objeto que está acessando, a questão da identificação assume
papel decisivo, pois colabora no aprimoramento da busca de informações. Além do
ISSN, outros identificadores são as Uniform Resource Identifier (URL), compostas
de caracteres determinados por sintaxe específica e que são divididas em três
tipos:
(1) a Uniform Resource Locator (URL), responsável pela localização de um recurso na Internet, é constituída por instruções que indicam o nome do protocolo de serviço e parâmetros a serem a ele repassados; contudo, não nomeia o objeto digital em si. Isso acarreta um dos problemas mais freqüentes quando se navega por diferentes links, que é a mensagem de que o documento não pôde ser encontrado por não estar mais disponível naquele endereço. Além disso, URLs longas e com caracteres de difícil digitação também prejudicam a usabilidade de um site.
(2) A Uniform Resource Names (URN), por sua vez, tem caráter persistente e único, identifica um recurso ou unidade de informação e funciona mediante uma resolução. Este padrão ainda não foi aprovado pelo World Wide Web Consortium e sua tecnologia não é suportada por navegadores comerciais.
(3) A Persistent Uniform Resource Locator (PURL) é uma URL que conduz a uma resolução, e não à localização de um recurso na Internet. A Online Computer Library Center (OCLC) é responsável pelo desenvolvimento deste serviço de nomeamento e resolução. Uma vez que a PURL é registrada, não pode ser modificada (o recurso sim, mas o registro não). A vinculação entre o recurso e a demanda do usuário passa pelo sistema da OCLC que media a transação. (Sabbatine, 2005; Powell, 2007)
O Digital Object Identifier (DOI) é também um identificador persistente e único,
associado a um recurso – texto, áudio, vídeo, ou outro material digital –
independentemente de sua localização. Segundo Rosenblatt (1997), este pode ser
aplicado a objetos de diferentes granularidades, que vão desde uma ilustração a
coleções, por exemplo.
O sistema é mantido pela International DOI Fundation (IDF) [10], uma entidade sem fins lucrativos, e respondeu a uma demanda da Association of American Publishers com vistas à proteção dos direitos autorais e facilitação de transações eletrônicas e outras operações similares. A obtenção de cada prefixo DOI tem atualmente um custo de mil dólares, segundo informações disponíveis no site da IDF[11] e pode ser obtido a partir de agências de registro.
Contudo, uma
vez que o DOI foi desenvolvido, sobretudo, para o ambiente empresarial, seu uso
está restrito, principalmente, aos editores comerciais.
Para a descrição de conteúdo de recursos eletrônicos, um dos padrões que vem se
destacando é o Dublin Core (DC) [12] formado por quinze elementos.[13 ] O projeto
atende ao uso de leigos e especialistas e seus elementos apresentam uma
semântica universal. Ao disseminar um conjunto de descritores de entendimento
compartilhado, o DC facilita a unificação de dados padronizados e amplia a
interoperabilidade potencial entre disciplinas. Além disso, é flexível e
extensível para codificar estrutura e semântica mais elaboradas, presentes em
padrões de descrição mais complexos. Diferentes métodos podem ser utilizados no
registro e transferência de metadados Dublin Core.
Embora os metadados sejam apontados como uma das principais vantagens para
ampliar a visibilidade dos periódicos científicos, a mesma flexibilidade que
permite sua utilização múltipla resulta também em interpretações diferentes.
Isso implica em um uso às vezes desordenado ou até mesmo conflitante entre
projetos distintos, sobretudo nos mecanismos de qualificação necessários para
fornecer maior precisão semântica aos elementos do Dublin Core. Grupos de trabalho
vinculados ao Dublin Core vêm desenvolvendo qualificadores[14] com vistas à
adoção de uma linguagem semanticamente semelhante.
Recomendado pela comunidade
científica e pelo mercado empresarial, o Dublin Core – se adotado –, oferece condições
para que mecanismos de busca e recuperação de informações sejam capazes de
“compreender” metadados semânticos, propiciando resultados mais precisos.
Arquivos abertos e acesso livre
Uma das questões relevantes relacionadas à disseminação da informação científica
na Internet é o modo de acesso, destacando-se dois modelos principais: a revista
científica por assinatura (acesso restrito) e o acesso livre (acesso aberto/open acess). Este último relaciona-se a duas iniciativas, que são a
Open Archives
Iniciative (OAI),[15] que surgiu com a Convenção de Santa Fé (1999) e o Movimento
de Acesso Livre,[16 ] iniciado com a Declaração de Budapest (2001). Ambos visam o
acesso livre e gratuito à informação científica.[17]
O protocolo OAI-PMH (Open Archives Initiative Protocol for Metadata Havesting) permite a transferência dos dados entre diferentes sistemas associados à iniciativa, assegurando a interoperabilidade. Entre os princípios do Acesso Aberto destacam-se: sistema de armazenamento a longo prazo, auto-publicação, política de gestão com normas de preservação de objetos digitais, acesso livre – também para coleta e replicação de metadados, uso de padrões e protocolos que visam a troca de informações entre bibliotecas eletrônicas, e o uso de softwares de fonte aberta (open source).
Está ligado à esta iniciativa o programa Open Journal Systems (PMH) da British
Columbia University. No Brasil, foi traduzido e adaptado pelo Instituto
Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT), originando o Sistema
Eletrônico de Editoração de Revistas (SEER), disponibilizado em 2004 aos
editores científicos.[18] Por meio do
SEER, o periódico ganha rapidez e
transparência nos procedimentos editoriais, desde a submissão, avaliação, até a
publicação on-line e indexação. Ao utilizar o protocolo
OAI-PMH, ele possibilita
o intercâmbio de metadados, ferramentas de apoio à pesquisa, assim como
mecanismos para preservação dos conteúdos.
Outra ação é o projeto SciELO (Scientific Eletronic Library Online),
desenvolvido pela FAPESP, CNPq e BIREME. Trata-se de um agregador não-comercial
para consulta a periódicos brasileiros e estrangeiros, selecionados a partir de
critérios internacionais de qualidade. A rede ibero-americana de acesso aberto,
liderada pelo Brasil e pelo Chile, publica indicadores bibliométricos similares
aos do Journal Citation Reports (JCR) do
ISI (Institute for Scientific
Information). Apresenta sistema de metadados, links com outras fontes de
informação, estatísticas de uso e citações e fator de impacto.
No Brasil, serve como instância seletiva de indexação complementar, favorecendo a entrada dos periódicos nacionais em indicadores internacionais de referência. Segundo Biojone (2003), a SciELO trabalha os artigos em formato eletrônico estruturados com a aplicação do SGML,[19] que alimenta bases de dados, gera circulação, faz com que a informação seja armazenada e resgatada com agilidade, e estabelece links com outras bases de dados.[20]
Segundo Packer e Meneghini (2006, p.253-254), o número médio de leitura ou de
artigos acessados (downloads) é um dado fundamental na visibilidade de um
periódico na web. Quanto maior este número, mais visível torna-se a publicação
on-line. Potencializar este indicador é aumentar o número de incomming links
para o periódico. Ou seja, participar de coleções internacionais de qualidade
implica em usufruir do seu sistema de links. As revistas das coleções
SciELO
apresentam uma média de dois milhões de visitas por mês, muitas delas
provenientes de índices e buscadores como
LILACS,
Web of Science, Portal
CAPES,
PubMed, entre outros. O fator de impacto da maioria dos periódicos
SciELO
aumentou a partir da existência da coleção.
Walker (2002) discute o valor dos links, evidenciando como se relacionam à
visibilidade e influenciam na composição topológica da rede. Ainda que todos os
nós da rede estejam disponíveis em termos de organização e linguagem, alguns
sites são mais acessíveis do que outros em função da quantidade de incomming
links a eles vinculados. Mecanismos de busca como o Google utilizam a linkagem
como sistema de valoração.
Os portais, repositórios e mecanismos de busca detêm uma grande quantidade de
links, com duas funcionalidades principais: expressam associações semânticas ou
de estrutura. (Obendof e Weinreich, 2003) Há mais links estruturais que
associativos na web, em geral ligados a barras de navegação. No âmbito dos
periódicos, a presença de citações de documentos disponíveis on-line, passíveis
de serem acessados, é a principal vantagem do artigo eletrônico em relação ao
impresso. No estado atual da apropriação tecnológica, que reflete diretamente os
valores da comunidade científica, ainda é raro encontrar outros recursos
multimídia ou mesmo parágrafos articulados em modo hipertextual em um texto
científico.
Os periódicos científicos da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, UFRGS
A pesquisa iniciada em 2005 na UFRGS, e que vem estudando os periódicos
publicados pela Universidade nas áreas de Ciências Humanas, Ciências Sociais
Aplicadas, Lingüística, Letras e Artes, revelou uma primeira dificuldade típica
das publicações impressas já em sua fase inicial: a de manutenção da
periodicidade.
Embora o projeto contemplasse como corpus de análise os títulos publicados em 2004, tornou-se necessário incluir os volumes de 2003, pois várias revistas estavam com as edições do ano de 2004 atrasadas. Visualizou-se também, neste momento, a falta de divulgação e circulação de parte significativa dos periódicos, bem como a estrutura limitada das comissões editoriais. Impasses como pontualidade, demora na publicação, assim como o voluntariado das equipes, são apontados criticamente desde 1960, década da explosão da pesquisa, do material informativo e da especialização dos periódicos (Biojone, 2003).
Ao fim
do levantamento, validaram-se 23 títulos – 21 impressos e dois eletrônicos –
assim distribuídos (Figura 1 e Tabela 1):
Figura 1 – Periódicos por área

A avaliação detalhada das edições impressas do conjunto demonstrou que, além da
ausência de rigor na periodicidade de grande parte dos periódicos, existem
dificuldades relativas à explicitação da gestão e política editorial. Problemas
relacionados à falta de normalização e que prejudicam a localização do leitor
diante da hierarquia do conjunto de textos, associados à descontinuidade dos
projetos gráficos adotados, destacam-se como dificuldades de um número
significativo de títulos. Tais questões põem em risco justamente a credibilidade
da comunicação científica, legitimada pela tradição dos periódicos impressos.
Na transição para o meio eletrônico, alguns destes impasses se mantêm e se agravam na medida em que o meio digital exige um planejamento específico de design, arquitetura da informação e usabilidade. Percebe-se que a prioridade, neste momento, é ganhar visibilidade através da presença na Internet, conforme dados da Tabela 1:
Tabela 1 – Visibilidade dos periódicos

Abreviaturas | C: Consta | NC: Não consta | S: Sim | N: Não |
Portais | UFRGS: http://www.ufrgs.br/propesq/periodicoscient |
CAPES: www.periodicos.capes.gov.br |
SciELO: http://www.scielo.br |
Consulta a Qualis | http://servicos.capes.gov.br/webqualis | Obs: foi utilizada
a avaliação da área de origem da publicação. |
Dentre os periódicos que compõem o corpus, apenas um não está na web.[21 ] Na área
de Lingüística, Letras e Artes, os títulos sem site próprio encontram-se nas
páginas de suas Unidades (Anexo 2). Seis revistas oriundas do suporte impresso
mantêm edições eletrônicas[22] (Tabela 1 e Anexos 1 e 3), e estão disponíveis no
Portal de Periódicos da CAPES. Três delas compõem a
SciELO (Tabela 1 e
Anexo 3).
Outras duas disponibilizam artigos completos em
PDF em seus sites, estando
vinculadas apenas ao portal de periódicos da
UFRGS (Tabela 1).[23]
Das revistas exclusivamente eletrônicas, apenas a Read está no Portal
CAPES. A Intexto – criada em 1997 e uma das primeiras revistas digitais de Comunicação no
País, avaliada como Qualis A Nacional –, não está vinculada aos portais
consultados. Ao conferir a inserção das publicações eletrônicas no Sistema de
Bibliotecas da UFRGS (SABI), assim como a congruência dos dados disponíveis nos
sites das revistas e a disponibilidade dos volumes impressos nas bibliotecas da
Universidade, constatou-se a defasagem de dados (Anexos 1, 2 e 3). Para o
usuário, a tarefa de busca se torna, muitas vezes, frustrante e nada econômica.
No caso da Psicologia: Reflexão e Crítica, por exemplo, foram localizados três sites distintos relacionados à mesma revista; a revista Contexto, por sua vez, está disponível via Portal da CAPES, mas a última edição on-line é de 2004 (no SABI, o último número é de 2005). A visibilidade das publicações é prejudicada tanto pelo excesso como pela falta. No caso das duas revistas eletrônicas, o registro no SABI indicava os anos de 1999 e 2004, quando ambas publicaram em 2006. No âmbito da web, portanto, observamos que a ausência de correspondência dos dados disponíveis sobre as revistas nos diferentes sites consultados compromete a credibilidade das publicações, dificultando também o acesso a seus conteúdos, sejam aqueles disponíveis na própria rede, como aqueles que remetem aos volumes impressos.
As revistas Horizontes Antropológicos, Psicologia: Reflexão e Crítica, e
Sociologias, ao estarem disponíveis através da
SciELO, destacam-se pela
publicação eletrônica de suas edições completas, pela possibilidade de
recuperação de textos por seu conteúdo, pela preservação de seus arquivos
eletrônicos e também pela disponibilidade de indicadores estatísticos de uso e
de impacto. A metodologia SciELO, ao sustentar estes serviços e utilizar
rigorosos critérios internacionais de avaliação que respondem pelo ingresso e
permanência dos periódicos na coleção, referenda a qualidade do que é publicado.
A interoperabilidade entre coleções de diferentes revistas é assegurada pelo uso
desta metodologia comum, que permite também o intercâmbio de metadados.
A revista Em Questão, ao publicar através do
SEER, disponibiliza metadados que
podem ser coletados[24] por provedores que utilizam o protocolo
OAI-PMH,
inserindo potencialmente sua coleção junto a diferentes agregadores e ampliando
assim sua visibilidade. Contudo, para que isso efetivamente ocorra, não basta
utilizar e/ou publicar através do sistema. É necessário que a
URL da revista
seja validada junto a cada provedor de serviço que faz a colheita de metadados
para que estes sejam efetivamente visualizados.
No momento da conclusão desse artigo, tal recurso não havia sido ativado. As revistas eletrônicas Intexto e Read não utilizam o protocolo OAI-PMH e, deste modo, não provêm metadados que as inserem na rede de Acesso Aberto. Sua visibilidade na web passa pela presença de incomming links que asseguram sua presença destacada junto a mecanismos de busca como Google e Yahoo.
Do total do corpus, apenas três utilizam o sistema
SEER (em modalidades
distintas: duas somente para submissão e gerenciamento e outra também para
publicação), demonstrando o quanto este recurso está distante da gestão
editorial (Tabela 1). Trata-se de uma lacuna, não somente pela capacidade do
programa em aperfeiçoar as atividades de produção, mas pela geração de metadados
fundamentais para o sucesso das publicações.
No caso do SEER, esta prática é construída na origem com dados gerados pelo autor e pelo sistema a partir de instruções da comissão editorial, sem a interferência de bibliotecários. A inserção destas informações, contudo, envolve uma padronização que permite o intercâmbio dos dados. Assim, detalhes de sintaxe podem comprometer a identificação de palavras-chave ou outros campos determinados pelos autores. A ausência de termos qualificadores comuns compromete a busca por informações.
O identificador utilizado por todos os periódicos que compõem o corpus é o
ISSN.
Observamos na Tabela 1 que, entre os dez títulos impressos com versões
eletrônicas, apenas três possuem também um
ISSN eletrônico. O Instituto
Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT) tem como regra a
atribuição de um ISSN distinto para cada publicação editada em uma mídia
diferente, mesmo que o título seja idêntico e que estes sejam publicados
simultaneamente. Todos os títulos analisados estão associados a
URLs, o que
indica a ausência de caráter persistente e único. O DOI também não é utilizado
por nenhum dos periódicos.
Percebe-se, a partir dos dados compilados, que a agilidade, a busca e o acesso
às informações foram ampliados, aumentando a visibilidade dos periódicos, tanto
através da divulgação de sumários e resumos de revistas impressas como pela
possibilidade de acesso a artigos completos por parte de alguns títulos,
conforme dados explicitados na Tabela 1. Porém, observando o conjunto,
visualiza-se uma adoção tímida e parcial das novas tecnologias. Embora a edição
eletrônica permita maior rapidez na divulgação de resultados de pesquisa através
da publicação de artigos independentemente da formação de fascículos, prevalece
a organização consolidada pela cultura impressa. A discrepância de dados entre
portais responsáveis pela reunião de diferentes títulos é um fator que
compromete significativamente a eficácia comunicacional dos periódicos.
Em termos de velocidade de publicação, é nítida a dificuldade em manter a
pontualidade, tanto no caso das revistas somente eletrônicas quanto das
híbridas. Para aqueles títulos oriundos do meio impresso, a publicação
eletrônica permitiu uma maior fidelidade à periodicidade, já que se tornou
viável lançar um número antes na Internet, enquanto seu volume é encaminhado
para produção gráfica. Apesar de – potencialmente – o meio digital permitir a
inserção de recursos como áudio, vídeo, etc., os títulos analisados utilizam os
formatos PDF[25] (a maioria) ou formato HTML, contendo textos e imagens fixas.
Os dados levantados pela pesquisa demonstram que a situação atual não se
restringe apenas à escolha de formatos e de estratégias de comunicação. Passa
também, a longo prazo, por uma mudança de hábitos por parte dos pesquisadores,
geralmente conservadores em relação aos modelos consagrados de divulgação de
seus trabalhos. O período de transição significa a convivência dos dois suportes
ainda por um longo período.
Considerações finais
Se pesquisas apontam que a circulação eletrônica dos artigos aumenta cerca de
336% as citações on-line em relação à mesma fonte impressa (Lawrence, 2007), é
essencial que cada comissão editorial invista na migração para o novo suporte,
qualifique a inclusão dos metadados e fiscalize a precisão dos dados oferecidos
por distintos links.
As três revistas da área de Ciências Humanas, ao participar da biblioteca SciELO, consolidaram ainda mais sua qualidade e credibilidade, ganhando visibilidade por meio do intercâmbio com índices internacionais científicos. Além dessas, outras cinco fazem parte do Portal da CAPES, garantem seu alcance pela exposição, usufruem de um sistema estratégico de links e da credibilidade de estar abrigada em um portal institucional de referência acadêmica.
Neste momento em que a visibilidade da informação parece ser o grande chamariz
no campo da comunicação científica, é prioritário sintonizar as informações
disponíveis, tornar a mensagem única e assegurar a credibilidade do que está
sendo comunicado. Isso envolve os requisitos técnicos discutidos – metadados
Dublin Core, RDF, indexação –, mas também preocupações mínimas e básicas como o
envio das edições recentes às comissões Qualis e às bibliotecas.
Ainda que grande parte da divulgação no meio digital esteja atrelada a artigos em formato PDF, distante dos recursos que a hipermídia oferece, iniciativas e discussões em torno do tema possibilitam a tomada de consciência dos vários elementos que hoje abrangem a construção e troca de conhecimentos na web.
Notas:
[1 ] Doutora em Comunicação Social. Professora adjunta do Departamento de
Comunicação e do Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Informação da
Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação da Universidade Federal do Rio Grande
do Sul – FABICO/UFRGS – http:// www.ufrgs.br/fabico.
[2 ] Doutora em Letras. Professora adjunta do Departamento de Comunicação e do
Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Informação da Faculdade de
Biblioteconomia e Comunicação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul –
FABICO/UFRGS – http:// www.ufrgs.br/fabico
[3 ] SUBRAMANYAM, K. Scientific Literature. In: KENT, A.; LANCOUR, H.; DAILY, J.
E. (Eds.). The Encyclopedia of Library and Information Science. New York: M.
Dekker, 1980. v. 26.
[4 ] A pesquisa tem apoio financeiro do CNPq e FAPERGS. A equipe é formada
também por: Dra. Marcia Benetti Machado (Professora Fabico-UFRGS), Miriam Moema
Loss (Bibliotecária Fabico-UFRGS), Raquel da Silva Castedo (Mestranda
PPGCOM-UFRGS), Carolina Pogliessi (Bacharel em Publicidade e Propaganda Fabico/UFRGS),
e Alexandre Lucchese (bolsista CNPq).
[5 ]
http://servicos.capes.gov.br/webqualis
[6 ] Divulgado em 31 mar. 2006. Disponível em: <http://www.capes.gov.br>. Acesso
em: 01 abr. 2006.
[7 ] ELLIS, David. Information-seeking Behaviour. In: International Encyclopedia
of Information and Library Science. London: Routledege, 1997. p. 216.
[8 ] ELLIS, 1989a, 1989b.
[9 ]
http://www.periodicos.capes.gov.br
[10 ] http://www.doi.org/
[11 ]
http://www.doi.org/registration_agencies.html Acesso em: 11 jan. 2007.
[12 ]
http://dublincore.org/
[13 ] (1) Title, nome dado ao recurso; (2) creator, responsável pelo conteúdo do
recurso; (3) subject, assunto sobre o qual o conteúdo do recurso versa; (4)
description, breve descrição do conteúdo do recurso; (5) publisher, responsável
pela publicação do conteúdo do recurso; (6) contributor, outros responsáveis por
contribuir com o conteúdo do recurso; (7) date, data de um evento no ciclo de
vida do recurso; (8) type, natureza ou gênero do conteúdo do recurso; (9) format,
formato físico ou digital do recurso; (10) identifier, referência única para o
recurso dentro de um dado contexto (URI); (11) source, referência para um
recurso do qual o recurso atual é derivado; (12) language, linguagem do conteúdo
do recurso; (13) relation, referência para um recurso relacionado ao recurso
atual; (14) coverage, escopo do conteúdo do recurso; (15) rights, informações
sobre quem mantém direitos sobre o recurso. (DCMI Metadata Terms, 2007)
[14 ]
http://www.dublincore.org/documents/2000/07/11/dcmes-qualifiers/
[15 ]
http://www.openarchives.org
[16 ]
http://www.soros.org/openaccess/
[17 ] É importante situar esta iniciativa dentro de um esforço internacional em
romper com entraves econômicos do mercado editorial ao defender a livre
disseminação dos resultados de pesquisas financiadas com recursos públicos. A
atual transição entre os suportes impresso e eletrônico ainda reproduz boa parte
dos modelos tradicionais vigentes no financiamento das revistas científicas,
entre elas, o pagamento da publicação pelo autor e/ou leitor (Briquet
de Lemos,
2006).
[18 ] As estatísticas de uso do
SEER, segundo informe divulgado pelo IBICT em
novembro de 2006, são as seguintes: Ciências Exatas e da Terra (07); Ciências
Biológicas (08); Engenharias (05); Ciências da Saúde (13); Ciências Agrárias
(15); Ciências Sociais Aplicadas (35); Ciências Humanas (22); Lingüística,
Letras e Artes (07); Multidisciplinar (21), totalizando até aquele momento 133
revistas científicas brasileiras que utilizam o sistema (ARELLANO, 2006).
[19 ] O Standard Generalized Markup Language é uma norma internacional (ISO
8879/86) que representa a estrutura de qualquer documento. Trata-se de uma
metalinguagem utilizada para definir outras linguagens e tem como função
principal o intercâmbio de informações entre software, hardware, armazenamento e
publicação, incluindo os processos de editoração e o gerenciamento de bases de
dados, sem considerar as marcas dos fabricantes. (Biojone, 2003)
[20 ] Desde julho de 2006, a biblioteca passou a oferecer aos editores a
possibilidade de disponibilizar, em escala piloto, artigos no prelo ou ahead of
print. Os textos circulam antes de ter um fascículo, assegurando, porém, a
persistência dos endereços on-line (URL do artigo) assim como dos links a eles
associados.
[21 ] Publicação: Cadernos do Programa de Pós-graduação em Direito.
[22 ] Publicações: Análise Econômica, Contexto, Sociologias (sem e-ISSN) e Em
Questão, Psicologia: Reflexão e Crítica e Horizontes Antropológicos (com e-ISSN).
[23 ] Publicações: Cadernos do Aplicação e Episteme (ambas sem e-ISSN).
[24 ] A coleta (harvesting) é um procedimento de extração de metadados de um
conjunto de repositórios distribuídos remotamente e de seu armazenamento
consolidado em um banco de dados. Está associada a um provedor de dados (data
provider) que mantém um ou mais repositórios que suportam o protocolo OAI-PMH
para expor seus metadados e um provedor de serviços (service provider) que faz a
coleta de metadados para compor um serviço de informação com valor agregado. É
este último, portanto, que faz a colheita (harvesting) dos metadados expostos
pelos provedores. Denomina-se agregadores instituições que desempenham os dois
papéis.
[25 ] O Portable Document Format (PDF) é um padrão aberto da Adobe Systems,
formato que descreve documentos com texto, gráficos e imagens num formato
independente de dispositivo e resolução.
Bibliografia
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na 57ª Reunião Anual da SBPC, julho de 2005. Disponível em: <http://reposcom.portcom.intercom.org.br/handle/1904/18469>.
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CRESPO, Isabel M. Um estudo sobre o comportamento de busca e uso de informação
de pesquisadores das áreas de Biologia Molecular e Biotecnologia: impactos do
periódico científico eletrônico. 2005. 119 p. Dissertação (Mestrado em
Informação e Comunicação) – Curso de Pós-Graduação em Comunicação e Informação
da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2005.
CRESPO, Isabel M; CAREGNATO, Sônia E. Comportamento de busca de informação: uma
comparação de dois modelos. Em Questão, Porto Alegre, v. 9, n. 2, p. 271-281,
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processo de comunicação científica: a alternativa dos repositórios
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WEITZEL, Simone R. O papel dos repositórios institucionais e temáticos na
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FERREIRA, Sueli M. S. P.; TARGINO, Maria das Graças. Preparação de revistas
científicas – teoria e prática. São Paulo: Reichmann & Autores, 2005, p.
161-193.
Anexos
Anexo 1 – Ciências Sociais Aplicadas: revistas
na web e registro no SABI/UFRGS em 13 jan. 2007
Análise Econômica |
ISSN 0102-9924 |
http://www.ufrgs.br/fce/rae/
Última edição on-line: v.23, n.43, mar 2005. [Textos completos em PDF]
Última edição disponível no Sabi/UFRGS: v.23, n.43, 2005.
Arqtexto | ISSN 1518-238X |
http://www.ufrgs.br/propar/publicacoes/re_arqtexto.htm
Última edição on-line: n.9, 1º semestre de 2007. [Sumários]
Última edição disponível no Sabi/UFRGS: n.8, 2006.
Cadernos do PPG em Direito |
ISSN 1678-5029 |
Não tem site
Última edição disponível no Sabi/UFRGS: v.4, n.7, 2005.
Contexto |
ISSN 1676-6016 |
http://www.ufrgs.br/necon/contexto.htm
Última edição on-line: n.7, 2º semestre de 2004. [Textos completos em PDF]
Última edição disponível no Sabi/UFRGS: v.5, n.8, 2005.
Em questão |
ISSN 1807-8893 | E-ISSN 1808-5245 |
http://www.ufrgs.br/revistaemquestao
Última edição on-line: v.12,n.1, jan-jul 2006. [Textos completos em PDF/SEER]
Última edição disponível no Sabi/UFRGS: v.11, n.2, ago-dez 2005.
Informática na Educação |
ISSN 1516-084X |
http://www.pgie.ufrgs.br/revista/
Última edição on-line: v.8, n.2, jul-dez 2005. [Sumário e resumos]
Última edição disponível no Sabi/UFRGS: v.8, n.2, jul.-dez 2005.
Intexto | E-ISSN 1807-8583 |
http://www.intexto.ufrgs.br/
Última edição on-line: n.14, 1º semestre de 2006. [Textos completos em html]
Última edição disponível no Sabi/UFRGS: n.5/6, 1999.
Read | E-ISSN 1413-2311|
http://read.adm.ufrgs.br/
Última edição on-line: v.12, n.4, jul-ago 2006. [Textos completos em PDF]
Última edição disponível no Sabi/UFRGS: v.10, n.6, dez 2004
Anexo 2 – Lingüística, Letras e Artes: revistas
na web e registro no SABI/UFRGS em 13 jan. 2007
Cadernos do IL |
ISSN 0104-1886 |
http://www6.ufrgs.br/iletras/publicacoes/index.htm
> Link Cadernos do IL
[Apresentação e normas de publicação]
Última edição disponível no Sabi/UFRGS: n.30, jun 2005.
Cena |
ISSN 1519-275X |
http://www.ufrgs.br/artes/pesquisa/publicacoes_em_cena.asp
[Apenas apresentação da Revista]
Última edição disponível no Sabi/UFRGS: v.4, ago 2005.
Em Pauta |
ISSN 0103-7420 |
http://www.ufrgs.br/artes/ Link Pós-graduação em música > programa editorial
[Apenas apresentação da Revista]
Última edição disponível no Sabi/UFRGS: v.15, n.24, jan-jun 2004.
Organon |
ISSN 0102-6267 |
http://www6.ufrgs.br/iletras/publicacoes/index.htm
> Link Organon
[Apenas apresentação da Revista]
Última edição disponível no Sabi/UFRGS: v.18, n.37, 2004.
Porto Arte |
ISSN 0103-7269 |
http://www.ufrgs.br/artes/pesquisa/publicacoes_porto_arte.asp
Última edição disponível on-line: v.10, n. 18, mai 1999. [Apresentação e
sumários]
Última edição disponível no Sabi/UFRGS: v.13, n.22, maio 2005.
Anexo 3 – Ciências Humanas: revistas na web e
registro no SABI/UFRGS em 13 jan. 2007
Anos 90 |
ISSN 0104-236X |
http://www.ufrgs.br/ppghist/anos90.htm [Mensagem de site em construção]
Última edição disponível no Sabi/UFRGS: n.21/22, jan-dez 2005.
Cadernos do Aplicação |
ISSN 0103-6041 |
http://www.cap.ufrgs.br/ > Link Cadernos do Aplicação
Última edição on-line: v.17, n.1/2, 2004. [Textos completos em PDF]
Última edição disponível no Sabi/UFRGS: v.18, n.1/2, jan-dez 2005.
Debates do NER |
ISSN 1519-843X |
http://www.ufrgs.br/ppgas/nucleos/ner/Publica/index.htm
Última edição on-line: capa da revista v.5, n.6, dez 2004. [Sumários]
Última edição disponível no Sabi/UFRGS: v.5, n.6, dez 2004.
Educação e Realidade |
ISSN 0100-3143 |
http://www.ufrgs.br/faced/setores/revista/
Última edição disponível on-line: v.30, n.2, jul-dez 2005. [Sumários]
Última edição disponível no Sabi/UFRGS: v.31 n.2 jul-dez 2006.
Episteme |
ISSN 1413-5736 |
http://www.ilea.ufrgs.br/episteme/portal/index.php
Última edição disponível on-line: n.22, jul-dez 2005. [Textos completos em PDF]
Última edição disponível no Sabi/UFRGS: n.21, jan-jun 2005.
Estudos Interdisciplinares do Envelhecimento |
ISSN 1517-2473 |
http://www.ufrgs.br/3idade/sum.html
Última edição disponível on-line: v.6, 2004. [Sumário e Resumos]
Última edição disponível no Sabi/UFRGS: v.9, 2006.
Horizontes Antropológicos |
ISSN 0104-7183 | E-ISSN 1806-9983 |
http://www.ufrgs.br/ppgas/ha/index.html
Última edição disponível on-line: v.12, n.26, jul-dez 2006. [Sumário e resumo]
Obs: Neste site não há indicação de que o material está disponível na
SciELO
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_serial&pid=0104-7183
Última edição disponível on-line: v.12, n.26, jul-dez 2006.
[Textos completos em PDF: inglês e português]
Última edição disponível no Sabi/UFRGS: v.12, n.26, jul-dez 2006.
Humanas |
ISSN 1415-0718 |
http://www6.ufrgs.br/revistahumanas/
[Só apresenta instruções aos autores. O link para edições não está ativo.]
Última edição disponível no Sabi/UFRGS: v.26/27, n.1/2, 2004/05.
Psicologia Reflexão & Crítica |
ISSN 0102-7972 | E-ISSN 1678-7153 |
http://www.scielo.br/scielo.php?pid=0102-7972&script=sci_serial
Última edição disponível on-line: v.19, n.1, 2006. [Textos completos em PDF]
http://www.ufrgs.br/psicologia/revista/
[Site de apresentação da revista com instrução aos autores e indexadores.
Link para SciELO, mas não para submissão via
SEER.]
http://www6.ufrgs.br/seerprc/ojs/login.php/
[Site para submissão de artigos/SEER]
Última edição disponível no Sabi/UFRGS: v.19, n.1, 2006.
Sociologias |
ISSN 1517-452 |
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_serial&pid=1517-4522&lng=en&nrm=iso
Última edição disponível on-line: v.8, n.16, jul-dez 2006. [Textos completos em
PDF]
http://www6.ufrgs.br/ppgs/arquivos/quadro_publicacoes.htm
Última edição disponível on-line: v.8, n.16, jul-dez 2006.
[Apresentação e Imagens da capas da revista. Link para
SciELO.]
Última edição disponível no Sabi/UFRGS: v.8, n.16, jul-dez 2006.
Sobre o autor / About the Author:
Ana Cláudia Gruszynski
anagru_fabico@yahoo.com
Doutora em Comunicação Social. Professora adjunta do Departamento de Comunicação e do Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Informação da Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.
Cida Golin
cidago@terra.com.br
Doutora em Letras. Professora adjunta do Departamento de Comunicação e do
Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Informação da Faculdade de
Biblioteconomia e Comunicação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.